sexta-feira, dezembro 26, 2008

Preparativos Natal da Criança Feliz




*** Montagem de lancheiras Cruz de almas casa do Chagas

quinta-feira, novembro 13, 2008

Visita da comitiva do Supremo Conselho Internacional das Filhas de Jó ao nosso Estado na cidade de Mossoró

Nos dias 30 e 31 de Outubro estiveram presente em nosso Estado a cúpula da Ordem Internacional das Filhas de Jó. A cidade de Mossoró recebeu a Suprema Guardiã, Supremo Guardião Associado, Suprema Deputada para o Brasil, Suprema Honorável Rainha Internacional e Miss Internacional das Filhas de Jó (Comitiva dos Estados Unidos da América).


Fizeram-se presentes todos os Bethéis do Estado, dando destaque ao Bethel 07 da cidade de Apodi – RN.

Fonte: http://www.apodibaixodopano.blogspot.com/

segunda-feira, outubro 27, 2008

O bode na Maçonaria

Depois que fui Iniciado na Maçonaria, muita gente fica fazendo chacota e me chamando de "Bode" ou "Bodete". É fato que o próprio dicionário Aurélio diz que Maçom pode ser pejorativamente conhecido como Bode Preto.
O porquê disso? Muitos atribuem à uma relação de estreita amizade com o Demônio. Amizade está que não tenho, nunca tive e nem faço questão. E asseguro que não existe tal coisa no seio da milenar instituição, garanto que não mesmo. Já estudava Maçonaria, antes mesmo de ingressar, há mais de dez anos e nunca encontrei tal vestígio ou indício.Então de onde vem está estória de bode? O nosso mais célebre escritor Maçônico Brasileiro José Castellani (In Memoriam) tem a resposta, que reproduzo abaixo aos que queiram saber. E não me chamem mais de bode, pois eu prezo muito por um bom banho."Dentro da nossa organização, muitos desconhecem o nosso apelido de BODE.
A origem desta denominação data do ano de 1808. Porém, para saber do seu significado temos necessidade de voltarmos no tempo. Por volta de III ano d.C. vários Apóstolos saíram para o mundo a fim de divulgar o cristianismo. Alguns foram para o lado judaico da Palestina, curiosamente, notaram que era comum ver um judeu falando ao ouvido de um BODE, animal muito comum naquela região. Procurando saber o porquê daquele monologo foi difícil obter resposta. Ninguém dava informação, com isso aumentava ainda mais a curiosidade dos representantes cristãos, em relação aquele fato. Até que Paulo, o Apóstolo, conversando com um Rabino de uma aldeia, foi informado que aquele ritual era usado para expiação dos erros. Fazia parte da cultura daquele povo, contar alguém da sua confiança, quando cometia, mesmo escondido, as suas faltas, ficaria mais aliviado junto a sua consciência, pois estaria dividindo o sentimento ou problema.Mas por que BODE? Quis saber o Apóstolo. É porque o BODE é seu confidente. Como o BODE nada fala, o confesso fica ainda mais seguro de que seus segredos serão mantidos, respondeu-lhe o Rabino. O certo é que a Igreja trinta e seis anos após, introduziu, no seu ritual, o confessionário, juntamente com o voto de silêncio por parte do Padre confessor, nessa parte a história não conta se foi o Apóstolo que levou a idéia aos seus superiores da Igreja, mas o que é verdade é que ela faz bem à humanidade, aliado ao voto de silêncio, o povo então passou contar as suas faltas.Voltemos em 1808, na França de Bonaparte, que após o golpe dos 18 Brumários, se apresentava como novo líder político daquele país.
A Igreja, sempre oportunista, uniu-se a ele e começou a perseguir todas as instituições que ela, Igreja, achava estar contra ela ou ao governo. Assim a Maçonaria que era um fator pensante, teve seus direitos suspensos e seus Templos fechados; proibidos de se reunir. Porém, irmãos de fibra na clandestinidade, se reuniram, tentando modificar a situação do país. Neste período, vários Maçons foram presos pela Igreja e submetidos a terríveis inquisições. Porém, ela nunca encontrou um covarde ou delator entre os Maçons. Chegando a ponto de um dos inquisidores dizer a seguinte frase a seu superior: - “Senhor este pessoal (Maçons) parece BODE, por mais que eu flagele não consigo arrancar-lhes nenhuma palavra”. Assim, a partir desta frase, todos os Maçons tinham, para os inquisidores, esta denominação: “BODE” – Aquele que não fala, sabe guardar segredo.
"Colaboração do Ir.'. Sérgio Paula Saraiva (ARLS Alberto Santos Dumont nº 420)
Autor: José Castellani

sexta-feira, outubro 03, 2008

Capítulo Areia Branca da Ordem DeMolay prepara festa pelos cinco anos de instalação no município

AREIA BRANCA - O Capítulo Areia Branca da Ordem DeMolay está preparando uma grande festa para comemorar os cinco anos de instalação no município. O evento está programado para o dia 18 de outubro, às 16h, no Ginásio Poliesportivo Professora Rosário Cabral. A informação é do Mestre Conselheiro (M.C.) Samuel Lázaro.

Organização filosófica e fraternal para jovens do sexo masculino com idade compreendida entre os 12 e os 21 anos, a Ordem DeMolay em Areia Branca reúne um número significativo de integrantes, cujas atividades eles desenvolvem na Loja Maçônica Cel. Fausto, instalada no conjunto IPE. O templo cede espaço para as reuniões do Capítulo Areia Branca, denominação da célula da organização em nível local.

A Ordem é inspirada na história e exemplo de Jacques DeMolay, 23º e último Grão-Mestre (cargo mais alto da hierarquia) da Ordem dos Templários, nascido no século XIII, morto no século XIV, perseguido pela Inquisição da Igreja Católica e executado por ordem do Rei Filipe IV de França, por não entregar seus companheiros ou faltar com fidelidade a seus juramentos.
A Ordem DeMolay se estabeleceu oficialmente no Brasil no dia 16 de agosto de 1980 com a fundação do Capítulo Rio de Janeiro nº 01, na cidade do Rio de Janeiro.

O jovem DeMolay que completa 21 anos de idade é denominado "Sênior DeMolay" e passa a acompanhar os trabalhos da Ordem através da "Associação DeMolay Alumni". No Brasil, distribuídos em mais de setecentos capítulos, os milhares de DeMolays regulares de todos os estados da Federação se reúnem freqüentemente. A Ordem DeMolay não garante a entrada de seus membros à Maçonaria. Seus membros podem pertencer a qualquer religião, desde que acreditem na existência do Pai Celestial.

terça-feira, setembro 30, 2008

Dia Municipal da Ordem DeMolay

A Câmara Municpal de São Paulo do Potengi, criou o dia municipal da Ordem DeMolay em Lei que foi sancionada pelo prefeito Naldinho que é Sênior DeMolay, veja as fotos:
Prefeito, Naldinho(demolay) entrega a Max Muller a lei sancionada, que cria o dia municipal da Ordem
Mesa diretora dos trabalhos da câmara Municipal, por ocasião da criação do dia municipal da Ordem
Jovens DeMolays, na Câmara Municipal de São Paulo do Potengi

sábado, setembro 13, 2008

A FRATERNIDADE ROSACRUZ

No mosteiro dos Albijenses, o filho mais novo do nobre Germelshausen, sem o ambiente castelão em que nasceu, privado dos carinhos da sua família que foi destroçada, no meio e homens de vida extremamente austera, não teve a infância de todas as crianças. Por isso a sua mente excepcional teve de centrar-se nas ideias que os monges tinham e viviam! No mosteiro aprendeu grego e latim. Muito jovem tinha formado com quatro monges um grupo que se dedicou ao estudo das ciências que se cultivavam no mosteiro e justificavam a sua existência. Mas era necessário ir às fontes dos conhecimentos que ali se estudavam e viviam.Quando o jovem tinha quinze anos, o grupo deixou o mosteiro e iniciou sua marcha em direcção à Terra Santa. Para evitar suspeitas dos discípulos de S. Domingos não viajaram juntos. Em Chipre faleceu o velho monge que ia com Germelshausen. O jovem, porém, não desanimou e prosseguiu a viagem afrontando todos os inconvenientes e perigos. Em Damasco encontrou um Centro de Iniciação e aí ficou. Era o que pretendia: viver entre sábios. Poucos anos depois tinha atingido a graduação necessária e resolveu partir. De Damasco passou ao Egipto e deste país foi viajando pelo mediterrâneo até Fez. Daqui resolver passar a Espanha e juntar-se aos Alumbrados, que o receberam mas acharam os seus pontos de vista demasiado avançados, não o aceitando! A partir de Espanha, Germelshausen adoptou o nome simbólico de Cristão Rosacruz (Christian Rosencreuz).Nesse tempo a "Santa Inquisição", fundada por S. Domingos para reduzir a cinzas todo aquele que ousasse perfilhar ideias diferentes das que eram impostas pelo Catolicismo, obrigou Cristão Rosacruz a abreviar a estadia em Espanha e França e a dirigir-se para a Turíngia, na Alemanha, sua pátria, regressando ao mosteiro albijense em que fora criado. Até hoje não foi possível determinar em que ponto de Espanha era a sede dos Alumbrados, que tiveram uma existência de séculos, tendo sido exterminados pela "Santa Inquisição", durante o século XVI.Na Turíngia, Cristão Rosacruz foi encontrar os três antigos companheiros e com eles, mosteiro, estabeleceu a Fraternidade Rosacruz. Mais tarde foram admitidos novos membros ficando a Fraternidade com oito membros. Anos depois a Fraternidade Rosacruz tinha treze membros e não podia ultrapassar esse número. Estava estabelecida no estilo usado por Jesus: doze membros, simbolizando os doze signos do Zodíaco e o Sol, que formava o 13º.Crê-se que os Iluminados (ou Alumbrados) se estabeleceram em Espanha durante invasão dos árabes. Admitimos, porém, que a sua existência é anterior, pois os Iluminados eram cristãos e os árabes não aceitavam organizações cristãs. E ao Catolicismo até o colectavam, em pé de igualdade com os estabelecimentos do comércio. O que dissemos a respeito dos cristãos primitivos, na crónica anterior, revela a existência de núcleos de nazarenos na Hispânia, muito particularmente na orla marítima, pois a Galiza foi colonizada pelos Fenícios e Gregos, entre os quais viriam nazarenos. daí as referências de S. Paulo à Espanha.Convém não esquecer que os povos célticos, antigos povoadores de grande parte da península Hispânica, tinham usos e costumes tão semelhantes aos dos cristãos, que ao ser-lhes imposto o cristianismo, pelos Romanos, receberam-no sem resistência.
(Francisco Marques Rodrigues, Revista Rosacruz, nº 266, Outº-Dezº, 1977)

MAÇONARIA: NECESSIDADE OU FARSA?

Às perguntas “por que você ingressou na maçonaria?” e “por que você permanece nela?” haverá provavelmente tantas respostas − coincidentes ou não − quantos indivíduos forem questionados. A segunda indagação é mais sensível, pois pressupõe algum conhecimento interno da Ordem, enquanto que a primeira normalmente é baseada em informações externas. Poupo-me de dar exemplos de respostas que já ouvi ao longo destas três décadas, durante as quais me dediquei à maçonaria e busquei compreendê-la. Posso afirmar, apenas, que desde o primeiro dia, mercê de minha fascinação por leitura, interessei-me por sua doutrina e sua história. Ainda hoje continuo interessado e, na prática, vejo que há muitos caminhos e descaminhos, visões superficiais e profundas, predominando quase sempre estereótipos com base em conceitos de fraternidade, igualdade, liberdade, aprimoramento pessoal, mutualismo, filantropia e outros tantos que fazem parte do discurso maçônico. Não faço, quanto a isso, nenhum juízo de valor. Vale dizer, abstenho-me, neste artigo, de afirmar se há acerto ou erro, se seriam válidas ou não tais concepções, pois todas elas, de alguma forma, estão inscritas ou decorrem da vasta doutrinação maçônica.Mas outra indagação, que me parece ser bem mais importante, poderá ser feita. Será que essa compreensão relativamente estandardizada explicaria a subsistência da maçonaria nestes quase três séculos? Explicaria por que homens tão diferentes entre si, quer no plano social, econômico, ideológico, emocional, profissional, psicológico, político, religioso e tudo o mais, se disponham a reunir-se em Lojas para formar grupos fechados, segregados periodicamente da grande sociedade? Por que esses indivíduos tão distintos entre si se submetem a ritualismos, mitos e simbologias totalmente diversos da objetividade do seu cotidiano, a ponto de serem até ridicularizados por quem estivesse de fora os observando pela primeira vez?Pois bem. A Loja Maçônica Fraternidade Brazileira de Estudos e Pesquisas, do Oriente de Juiz de Fora-MG, sugeriu para o seu XV Encontro de Membros Correspondentes o tema “O que podemos fazer para sentirmos a maçonaria mais forte e unida?”. Diria com mais ênfase, ainda, “o que podemos fazer para torná-la efetivamente mais forte e unida”, e não só para “sentirmos” que ela assim o seja, embora reconheça que antes do “agir” é preciso “ser” (agere sequit essere). A resposta para mim é muito clara e está intimamente ligada não só àquelas duas questões colocadas no topo deste artigo (por que ingressei na maçonaria e por que permaneço maçom?), mas principalmente à compreensão da subsistência secular da Ordem, que tem reunido sob si tamanha diversidade de individualidades, as quais, se contrapostas em qualquer outro ambiente, provocariam fatalmente conflitos destrutivos. Óbvio, portanto, que, “interna corporis”, a Maçonaria jamais poderia ser palco destes conflitos destrutivos, provocados pelo confronto de individualidades. Ela deve ser o lugar e o instrumento adequado para superar, racional e inteligentemente, os antagonismos. Essa é a conclusão mais elementar e prática que se poderia supor para que a Maçonaria seja efetivamente forte e unida. Mas, para além da sua peculiar metodologia de instrução e fundo doutrinário, qual seria a razão subjacente e poderosa, sob cuja base indivíduos tão diferentes se unem sem abdicar da sua individualidade? Esse substrato deve necessariamente existir e, portanto, ser identificado. Caso contrário, acabar-se-ia por incorrer, mais cedo ou mais tarde, em uma grande farsa funcional, por conta daqueles que estariam assumindo posturas rituais por mero mimetismo ou conveniência, deixando-se levar pelo comodismo e abstendo-se de questionar ou, o que é pior, reproduzindo formas desprovidas de conteúdo. A velha e boa lógica nos ensina que a compreensão (conteúdo) das idéias está na razão inversa de sua extensão (conjunto de sujeitos a que convêm). De igual maneira, pode-se dizer (e isso está nas lições de aprendiz) que, em matéria de saber, a qualidade é preferível à quantidade. No mundo atual, em que se abate sobre nós uma tempestade ininterrupta de informações acerca de tudo e sobre todas as áreas conhecidas e desconhecidas, é fundamental que não se sucumba sob essa nova modalidade diluviana. Sem perder de vista o avanço do conhecimento, a saída sensata é buscar pelos princípios das coisas, a fim de reorganizar o pensamento e orientar nossas ações. Será preciso deixar de lado tudo que é acidental e ater-se ao essencial. Penso que o ponto fundamental que está na gênese da Maçonaria sempre foi e será a necessidade que tem o ser humano de encontrar-se com outros seres humanos, em um nível de intimidade que lhes possibilitem confrontarem suas experiências pessoais, de maneira respeitosa e segura. Tal encontro será tanto mais proveitoso quanto mais heterogêneo for o grupo.Para mim, esse é o ponto central do círculo maçônico; aquele que tem sustentado essa sociedade particular, separada da grande sociedade civil. A partir desse encontro íntimo será possível a conciliação dos opostos e transcender as diferenças pessoais, mobilizando-se a massa crítica resultante em prol de finalidades escolhidas, as quais dependem do mesmo processo de confronto das idéias. No começo do Século XVIII, a Maçonaria se estabeleceu como um “centro de união” (cf. artigo 1°, das Constituições de Anderson), onde indivíduos de qualquer raça, credo ou ideologia poderiam superar suas diferenças e construir um ambiente de concórdia, firmado num compromisso mínimo acerca de religião e ética.Alguém poderá dizer: mas hoje as coisas são bem mais complexas, pois não se trata de conciliar somente pessoas, mas sim enfrentar antagonismos entre valores (banalização de condutas criminosas, públicas e privadas), instituições e até mesmo nações. É verdade, mas na base de tudo isso sempre estará o homem. E é a natureza humana o material com o qual trabalha a Maçonaria. O sucesso desta dependerá do nível de compreensão e envolvimento que tiverem os seus membros em relação à realidade (o que é de fato) e ideais (o que pretende ser) da Ordem, coisas que bem podem estar em contradição. Aqui tangenciamos um aspecto delicado e muitas vezes evitado: enfrentar as contradições da Maçonaria, que as há seguramente, e discuti-las em profundidade, pois essa postura é vital para a sua compreensão. Observe, por exemplo, que a Maçonaria originou-se e mantém sua vertente estrutural no valor do trabalho (obreiros medievais da construção laica e religiosa), e subsiste em um mundo capitalista, mais que nos socialistas. Diz-se dela que é adogmática, mas institui postulados que não podem ser questionados ou alterados. Prega a igualdade, mas segrega. Aparente ou não, essas são algumas dentre outras tantas contradições que sempre deverão ser pensadas em profundidade, sem receio de ser considerado “herético”. Está na origem daquela necessidade básica do ser humano, pensante, de encontrar um ambiente seguro e íntimo, onde possa expressar suas experiências e dúvidas, sabendo de antemão que colherá, dos seus parceiros, igual consideração. Enfim, para usar uma expressão corrente no profissionalismo de qualquer área, é preciso melhor “qualificar” o maçom. Afinal, a sua “qualificação” como pedreiro ou canteiro, no período operativo, não deu lugar à forma especulativa atual, vinculada à tradição operária? Nada mais sensato, portanto, do que investir-se na qualificação dos maçons especulativos, também.Se a Arte Real é a arte do pensamento, forjemos ou busquemos estão os pensadores, pois é disso que a Maçonaria mais carece hoje, tal como em outros momentos de sua história. Cumpre diretamente às Lojas a responsabilidade não só pela seleção dos profanos, como também − e principalmente − pela sua formação maçônica, cujo fundamento é a liberdade de pensamento e de expressão, no ambiente respeitoso e seguro que a Loja Maçônica pode propiciar. Nesse sentido, é de importância vital para a saúde da Ordem e da sua doutrina a existência e atuação permanente das chamadas “Lojas de Pesquisa ou de Estudos Maçônicos”, produzindo, orientando, estimulando e divulgando trabalhos de interesse para Lojas e maçons.A Maçonaria está estruturada de tal forma que as idéias podem e devem ser confrontadas, pois é desejável e necessário que os maçons tenham fortes compromissos com ideais claros e propostas concretas, defendendo-os ao lado de seus irmãos, quando com eles identificados, ou mesmo em oposição a eles, quando honestamente acreditar na sua verdade. Respeitado o ritualismo essencial das sessões maçônicas, que traz consigo ordem e disciplina, não há outra restrição para que as idéias sejam expostas e defendidas mediante argumentação racional, até mesmo quando não sejam agradáveis ou simpáticas a outros maçons. Estabelecer esse nível de compreensão da Ordem, no meu modo de ver, é fundamental para o seu aprimoramento como instituição sempre atual e, consequentemente, fautriz de transformações sociais.A Maçonaria faculta aos seus adeptos o lugar físico, o ambiente propício, os meios e instrumentos, simbólicos ou não, e o tempo necessários para que os indivíduos se encontrem em um nível de intimidade e segurança tal que possam confrontar suas experiências e ideais, ao ponto de se tornarem vulneráveis em defesa de idéias que transcendem os interesses pessoais. É, portanto, impensável a Maçonaria sem o momento da Loja justa e perfeita, dirigida pela sabedoria, sustentada na força da razão e ornada pela beleza dos sentimentos votados ao bem social. Por isso, concordo plenamente com Leo Apostel, em seu inspirador ensaio filosófico sobre a Maçonaria, e tomo a liberdade de fazer minhas as suas palavras, quando afirma que “Fora de Loja, os maçons, como tais, não precisam, portanto, estar ligados, obrigatoriamente, por laços de amizade pessoal, ou por um propósito comum de vida; muito pelo contrário. A profundidade do ideal maçônico, como eu o vejo, deve evidenciar mais nitidamente pelo respeito mútuo e simpatia de antagonistas (pessoais, sociais ou ideológicos).” [“A Maçonaria - Um Ensaio Filosófico”, Ed. A Trolha, Londrina/PR, 1989, p. 12]. Com isso quis também enfatizar a poderosa fonte de energia, renovável e inesgotável, dessa verdadeira usina de idéias que está implícita na compreensão e prática da Maçonaria, nesse ambiente especialmente preparado para que individualidades superem suas diferenças e, do confronto de idéias, ampliem as formas de ver o mundo circunjacente e descubram as soluções possíveis para os problemas sobre os quais se debruçarem.
Antonio Carlos Bloes, M:.M:.A:.R:.L:.S:. Harmonia e Trabalho, 222, Itapetininga/SP - Brasil