sexta-feira, novembro 09, 2007

Iniciação nas Filhas de Jó

Neste sábado 10 de novembro, ocorrera, a iniciação de 09 jovens no Bethel das Filhas de Jó, aqui de Apodi. Apartir das 16h na Loja Maçônica Vale do Apodi. Desde já todos estão convidados a se fazerem presentes neste evento importantíssimo, que terá a participação de Betheis de todo o estado. E será a comprovação material do bom trabalho das Filhas de Jó em Apodi.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Loja de Perfeição

Ficou agendada para o dia 1º de dezembro, as 16:00h, na Loja Maçônica João da Escócia, a Sessão de iniciaçao e elevação da Loja de Perfeição 30 de Setembro, na oportunidade ocorrerá um jantar de confraternização. serão 10 irmãos de Apodi que participarão das cerimônias.

PRANCHA 'BENFEITORES DA HUMANIDADE - OS MESTRES COMACINOS E A GEOMETRIA SAGRADA':

Quando o Império Romano Ocidental sucumbiu aos violentos ataques das sucessivas ondas de bárbaros migrantes (os godos, os visigodos e os ostrogodos) a construção de obras de arquitetura foi quase totalmente interrompida. Não havia mais nenhuma estrutura político-econômica em condições de financiar as grandes obras cívicas ou eclesiásticas e, como conseqüência, as habilidades bastante desenvolvidas que antes existiam se foram reduzindo gradualmente. Embora o conhecimento vitruviano sobrevivesse intacto nos reinos de Constantinopla, ele foi totalmente extirpado do Ocidente.Com a influência bárbara, as formas clássicas puras de Roma transformaram-se gradualmente numa arquitetura radicalmente diferente – a medieval. O Colégio de Arquitetos de Roma, cuidadosamente controlado, fora dispersado e idéias e influências individuais foram assimiladas. Com a perda de uma autoridade central, grupos autônomos de homens com conhecimento da arte de construir se reuniram numa espécie de federação de mestres pedreiros – os antecessores dos maçons medievais, que tiveram controle exclusivo sobre a construção das catedrais posteriores. De acordo com a antiga tradição maçônica, membros refugiados do disperso Colégio Romano de Arquitetos fugiram para Comacina, uma ilha fortificada do lago de Como, na Itália, onde resistiram durante vinte anos às incursões dos lombardos que estavam invadindo o país. Quando finalmente foram subjugados, os reis lombardos tomaram os mestres construtores a seu serviço para os assessorarem nos trabalhos de reconstrução. A partir desse centro, os maçons, chamados comacinos por causa do seu refúgio fortificado, espalharam-se por toda a Europa ocidental e setentrional, construindo igrejas, castelos e obras cívicas para os governantes dos estados nascentes, que se seguiram ao Império Romano.Os comacinos estavam a serviço de Rotharis, um rei lombardo, que a 22 de novembro de 643 d.C. fez publicar um édito que, entre outras coisas, também se referia aos comacinos. O título do Artigo 143 desse édito era Dos Mestres Comacinos e seus Colégios. O Artigo 144 dispunha: “Se uma pessoa qualquer empregar ou contratar um ou mais mestres comacinos para projetarem uma obra (.......) e acontecer de um comacino ser morto, o proprietário da obra não será considerado culpado.” Pode-se inferir daí que os comacinos constituíam um poderoso corpo contra o qual o rei achava que seus súditos deveriam ser protegidos. Joseph Fort Newton, em seu livro maçônico The Máster Builders, fala de uma pedra gravada no ano 712 que mostrava que a guilda dos comacinos estava organizada em três classes: discipuli et masgistri ( aprendizes e mestres – como do Estatuto de Bolonha, de 1248) sob as ordens de um gastaldo, um Grão-Mestre.Como qualquer outro grupo de técnicos dotados de habilidades apreendidas, os comacinos ocupavam uma posição de poder e de influência. Na Europa Setentrional, onde estavam estampados todos os sinais da prática arquitetônica romana, era solicitada a prática comacina. Como os magos, os adivinhos, os astrólogos e o geomantes que cercavam a corte, nenhum rei respeitado da Idade das Trevas podia ficar sem o seu séqüito de comacinos. Durante seu reinado, eles construíam seus palácios, suas capelas e suas igrejas; por ocasião de sua morte, impressionantes mausoléus, como o de Teodorico em Ravena, na Itália, ou de Estevaldo em Repton, na Inglaterra. Essas igrejas e esses mausoléus eram o repositório do conhecimento dos comacinos sobre a geometria sagrada e a arte de construir.O venerável Bede, em suas Lives of the Abbots, conta-nos que, no ano de 674, o rei Ecgfrith da Northúmbria decidiu construir um mosteiro para Benedito, o homem santo local. Para tanto, doou 8.400 acres do seu próprio estado, em Wearmouth. “Após não mais de um ano da fundação do mosteiro, Benedito cruzou o mar e veio a Gaul e procurou, encontrou e levou de volta com ele os maçons que deveriam erigir para ele uma igreja no estilo romano, de ele sempre gostara”.As igrejas de pedra da Northúmbria e as obras-primas erigidas após a renascença, instigadas pelo imperador Carlos Magno, apresentam um desenvolvimento gradual em complexidade e sofisticação. Um ponto de referência capital neste processo é a Capela Palatina de Aachen (Aix-la-Chapele). Uma igreja redonda, baseada no octograma, a capela apresenta um retorno de influências do Império Oriental, que naquela época ainda florescia ao redor de Constantinopla. Todavia, igrejas contemporâneas na Inglaterra apresentam um base geométrica mais simples. A análise de muitas igrejas saxônicas de Essex demostrou que retângulos de raiz 3, 4, 5, 6 e mesmo 7 eram gerados para as plantas baixas por meio de um método simples de construção. As igrejas de Inworth, Streethall, Checkney, Hadstock, Little Bardfield, Fobbing, Corringham e White Roding possuem razões comprimento/largura que se aproximam da raiz 3. A proporção geométrica, incomum em tempos posteriores, era o resultado do esboço dos fossos da fundação por meio de uma corda, justamente como a prática egípcia antiga.A orientação da lenha do centro era determinada pela observação direta do nascer do sol, no dia do padroeiro. O mestre maçom demarcava a largura pré-estabelecida da igreja ao sul da linha do centro. Um assistente caminhava então para a extremidade norte da mesma linha, arreando a corda. Depois, traçava-se um quadrado e, do quadrado, fazendo-se um retângulo de raiz 2. A diagonal desse retângulo era então tomada com a corda e dessa maneira se obtinha um retângulo de raiz 3. O retângulo da planta baixa da nave podia então ser completado, usando-se a corda para medir a igualdade das diagonais.Esse método parece particularmente saxão, pois a igrejas normandas posteriores da área foram construídas geralmente com base no quadrado duplo, o ad quatratum. Os maçons de Carlos Magno utilizaram os métodos adotados posteriormente pelos normandos, e esses métodos “bárbaros” foram relegados à arena da arquitetura secular. A arquitetura de Carlos Magno e as suas imitações foram revitalização consciente da corrente principal dos métodos romanos, utilizados na famosa igreja redonda de San Vitale em Ravena, na Itália. Essa estrutura microcósmica, cujo objetivo foi demonstrado aos cognoscenti por um ladrilho feito na forma de um labirinto, foi construída no século VI por maçons de Constantinopla que haviam absorvido a geometria asiática e alguns dos seus métodos de construção. Todavia, foi só muitos séculos mais tarde que um influxo de idéias árabes foi combinado com uma consciência romana desenvolvida para criar as grandes catedrais do período gótico. A infusão de idéias emprestadas do mundo islâmico marcou um desenvolvimento importante na história da arquitetura sagrada ocidental. As idéias e as práticas geométricas do mundo clássico tardio foram aprendidas pelos árabes quando eles conquistaram cidades universitárias de importância vital, como Alexandria, muitos séculos antes. Textos como os Elementos de Geometria de Euclides foram traduzidos para o árabe e aplicados à nova arquitetura sagrada exigida pela nascente fé do Islã. Grandes progressos em astronomia, arquitetura e alquimia foram conseguidos pelos árabes, que antes estavam muitos séculos atrás de suas contrapartes européias.Por volta do século XI, todavia, com a emergência de estados nacionais relativamente estáveis, as técnicas de construção na Europa chegaram a um alto ponto de perfeição no estilo românico, sobrepujando até mesmo as melhores obras apresentadas pelo velho Império Romano. A construção com largos arcos fora dominada e os construtores haviam aperfeiçoado tanto as junções de argamassa, que um cronista do século XII comentou que as pedras da catedral de Old Sarum, iniciada em 1102, estavam tão bem colocadas, que se poderia pensar que toda a obra feita era feita de uma única rocha.A esse elevado nível de perfeição somou-se um novo elemento – o arco pontiagudo, uma revolução geométrica originária da arquitetura islâmica. Afirma-se que o arco pontiagudo teve origem na Europa, no Mosteiro beneditino italiano de Monte Cassino, construído entre 1066 e 1071. Alguns, se não todos eles, dentre os maçons que trabalharam nesse projeto, eram cidadãos de Amalfi, uma república comercial italiana que possuía postos comercias em lugares tão distantes quanto Bagdad. Com esse intercâmbio, foi só uma questão de tempo para que os segredos da geometria dos maçons árabes fossem incorporados à arquitetura sagrada ocidental, para formarem um novo estilo transcendente – agora conhecido universalmente por estilo gótico, nome pejorativo que lhe foi dado no século XVIII.O arco pontiagudo que introduziu essa revolução é produzido pela interseção de dois arcos. Em sua forma perfeita, esse arco é a metade posterior do vesica piscis. É estranha a coincidência de que o patrono de Amalfi seja Santo André. Aquilo que é tido como suas relíquias ainda repousa lá e sua efígie dourada segura um peixe – o emblema do VESICA.Embora os pacíficos comerciantes de Amalfi importassem o arco pontiagudo, os outros segredos maçônicos do Islã não foram conseguidos sob a égide do comércio. A 27 de novembro de 1095, o Papa Urbano II conclamou a cristandade para liberar os lugares santos e devolvê-los ao cristianismo. Milhares de homens piedosos, sacerdotes, monges, mercenários, soldados regulares e oportunistas atenderam ao chamado do Pontífice. A Primeira Cruzada foi bem sucedida. Nicéia foi capturada em 1097; no ano seguinte caiu Antioquia e a 15 de julho de 1089 a cidade santa de Jerusalém; rendeu-se aos exércitos do cristianismo após um cerco de apenas seis semanas.Com esse sucesso, os “francos” como eram conhecidos os cristãos ocidentais, prosseguiram na obra de consolidação de suas conquistas. Como na Inglaterra, trinta anos antes, o país conquistado foi tornado seguro para os novos senhores por meio do reforço de velhos castelos e com a construção de novos, em pontos estratégicos por todo o país. Os maçons empregados para a construção desses castelos utilizaram o trabalho escravo, que sem dúvida incluiu uma boa quantidade de maçons árabes, pois seus desenhos incorporam muitas características desconhecidas dos artífices europeus.O entusiasmo dos maçons daquele período são demonstrados pela rapidez espantosa com que as novas idéias conquistaram a Europa. A estrutura completa da abóbada de pedra reforçada com traves, conhecida apenas na Pérsia e na Armênia antes do ano 1100, foi utilizada na distante Catedral de Durham já em 1104. Em Gales, a Abadia de Neath foi construída por um dos maçons do rei Henrique I, Lalys, um prisioneiro de guerra sarraceno. Suas técnicas, aprendidas no Oriente Médio de uma tradição isolada, foram sem dúvida transmitidas aos maçons ingleses e galeses que trabalharam com ele nesse projeto.Outro elemento importante na época, foi a redescoberta das obras de Euclides, o geômetra grego. Sua obra fora considerada perdida para a Europa, com a queda do Império Romano e sobrevivera apenas nas traduções árabes. Por volta de 1120, o erudito inglês Adelard of Bath fez uma tradução dos Elementos do árabe para o latim, que os tornou acessíveis pela primeira vez aos geômetras e maçons europeus. O modo de transmissão dessa obra seminal para a Inglaterra não é conhecido, mas os Cavaleiros Templários, que eram o repositório de muito saber arcano tradicional, podem tê-la obtido de uma fonte conquistada. Ao longo dos séculos XII e XIII, foram desenvolvidas e refinadas as primeiras formas góticas. Os métodos islâmicos foram estudados e incorporados numa nova linguagem forma que passou de mão em mão com uma explosão de simbolismo místico. As grandes catedrais dessa época, como as de Chartres e de Paris (Notre Dame), apareceram numa forma completamente nova, num tempo consideravelmente curto. Sua construção, executada com um fervor literalmente religioso, continua sendo uma proeza de organização.Uma tradição isolada, mas paralela da arquitetura de igrejas, estava seguindo o seu curso. Conquanto as igrejas redondas configurem um tema contínuo, embora fragmentado, ao longo de toda a arquitetura sagrada do mundo cristão, elas ocupam um lugar especial e um pouco herético no esquema da geometria sagrada. O edifício redondo ocupou um lugar especial na iconografia cristã, pois fora a forma escolhida para o Santo Sepulcro que uma vez marcara o lugar do túmulo de Cristo e o centro do mundo. Como a forma circular desses edifícios representasse a reprodução microcósmica do mundo, as igrejas redondas representavam um toda a pare os micro-cosmos locais que ocupavam o omphalos geomântico local.As igrejas redondas derivaram originalmente dos templos pagãos primitivos da mesma forma. Os templos romanos redondos de Tivoli e Spalato, que sobreviveram até aos tempos modernos, são típicos dos santuários que inspiraram os geômetras sagrados cristãos. O templo de Tivoli foi baseado no modelo grego, com colunas externas, mas o de Spalato, que fazia parte do complexo do palácio do imperador Diocleciano, possuía colunas internas. Esse templo, planejado segundo o octógono, como muitas igrejas templárias posteriores, formou o protótipo dos santuários cristãos primitivos, tais como o de San Vitale em Ravena, que por sua vez influiu sobre o Santo Sepulcro em Jerusalém e sobre a Capela de Carlos Magno.Como os templos pagãos, as igrejas redondas eram micocosmos do mundo. Na Idade Média tardia, elas tornaram-se a prerrogativa dos Cavaleiros Templários. A Ordem do Templo foi constituída em 1118 em Jerusalém, com a função aparente de prover proteção aos peregrinos da Terra Santa. O seu poder cresceu, e logo a Ordem se tornou fabulosamente rica e capaz de erigir capelas e igrejas por toda a Cristandade (vide a igreja do Templo em Londres). A forma redonda da igreja tornou-se relacionada com a Ordem, e no centro de suas igrejas não havia nenhum altar, mas sim um cubo perfeito, de pedra talhada, que era um dos mistérios dos Templários.A ordem foi extinta em 1314 e muitos dos seus oficiais mais graduados foram sentenciados à pena de morte pelas autoridades de Filipe V de França. Antes de sua extinção os Templários construíram templos redondos por toda a Inglaterra: Cambridge, Bristow, Canterbury, Dover, Warwick. Mas o de Londres era a sua casa principal, por ter sido construído segundo a forma do templo que está próximo do sepulcro de Cristo, em Jerusalém. Atualmente, apenas seis igrejas redondas existem nas Ilhas Britânicas, duas delas em ruínas. A igreja do Templo em Londres teve a sua cúpula destruída pelos alemães na 2ª Guerra Mundial, mas foi reconstruída. Como já dito, as igrejas redondas pertencem a uma tradição separada da corrente principal da geometria sagrada eclesiástica. Com a extinção dos Templários, a forma redonda das igrejas foi eliminada, até que a Renascença a redescobrisse, diretamente das fontes pagãs antigas. Mas foi novamente suprimida, quando a Igreja reconheceu as suas origens. A forma redonda, ao contrário de outros padrões tais como a Cruz Latina, ao representava o corpo de um homem ou o corpo de Deus. Ao contrário, representava o mundo, o domínio da matéria e, em termos cristãos, as forças satânicas (na Idade Média satã era figurado como Rex Mundi – o rei do mundo). No costume Templário, essa materialidade era enfatizada pelo cubo que se situava no centro da rotunda. O cubo no interior do círculo representava a terra nos céus, a fusão dos poderes considerados heréticos pelos cristãos medievais, donde a perseguição aos alquimistas, magos e heréticos que se empenhavam nessa fusão. Com esse simbolismo exposto, não foi difícil provar a acusação de heresia contra os Templários. Princípios islâmicos públicos, derivados da ala mística do maometismo, os Sufis, só serviram para amaldiçoar ainda mais os Templários.Por outro lado, o conhecimento técnico islâmico era de outra natureza. E apareceu por meio de um conjunto de circunstâncias, um segundo período de influência islâmica que deveria varrer o gótico chamado puro de Chartres. Durante o século XIII, as hordas mongóis saíram de sua base na Ásia Central e se converteram numa séria ameaça ao Oriente Médio e à Europa. Após a primeira fase de expansão, o Império Mongol estava consolidado com seu posto avançado na Pérsia, sob o governo de um vice-rei, que atendia pelo título de ILKHAN. Tendo deixado de representar uma ameaça à Cristandade, os mongóis logo foram vistos como aliados contra os turcos. Vários reis cristãos enviaram emissários a sucessivos IlKhans, a fim de cultivar essa aliança. Digno de nota foi o Olkhan Arghun (1284-1291), que manteve relações com muitos estados cristãos. Ele chegou a enviar uma embaixada a Londres, em 1289. Em troca, o rei Eduardo I da Inglaterra enviou uma missão comandada por Sir Geoffrey Langley à Pérsia. Langley participara de uma cruzada com o rei no começo dos anos 70 e viajara à Pérsia via Constantinopla e Trebizonda, em 1292. Tais embaixadas eram um canal para a transmissão de novos conhecimentos. Os arquitetos asiáticos misturaram as suas técnicas com a tradição islâmica persa e aos poucos o seu estilo foi transformado pelos maçons europeus.Um edifício do período Ilkhan que exerceu grande influência na Europa foi o famoso mausoléu do Ilkhan Uljaitu, em Sultaneih. No início do século XX, o erudito alemão Ernst Diez fez estudo completo desse memorial. Toda a sua estrutura é determinada por dois quadrados interpenetrados que formam um octógono. A partir da base octogonal, derivou-se a elevação, que triângulos e quadrados. A altura do mausoléu, medida por M. Dieulafoy nos anos 80 do século XIX, é de 51 metros e o diâmetro interno tem exatamente a metade. Um sistema de razões derivadas geometricamente, foi a origem básica dessas harmonias, ao passo que o diâmetro principal dos pilares, que servira aos gregos como módulos, os arquitetos persas levaram essa medida para as dimensões dos arcos ou domos, em relações determinadas e proporcionais às outras partes do mausoléu. Neste mausoléu, o ponto básico de partida foi a dimensão do diâmetro da câmara mortuária.A arquitetura deste mausoléu foi o ponto de partida que influenciou o octógono da Catedral de Ely, no leste da Inglaterra. A origem oriental desta geometria não deteve os mestres maçons no desenvolvimento de seus projetos. Como tecnólogos progressistas, eles acolheram com prazer as novas idéias orientais e as incorporaram às suas últimas obras. Os princípios transcendentes foram adotados por homens de saber, cuja compreensão do simbolismo os capacitara a trabalhar com novas e insuspeitadas técnicas. O conhecimento acumulado da Pérsia e de outros países do Oriente Médio foi logo aumento, com informações provenientes de outros lugares. Em 1293, missionários cristãos foram da Itália à China, e em 1295 Marco Pólo retornou a Veneza, vindo de Pequim. Com esse intercâmbio sem precedentes, eram inevitáveis novas geometrias sagradas. Um exemplo disso e o Grande Salão da Piazza della Ragione, em Pádua. Foi desenhado por um frade agostiniano chamado Frate Giovanni, por volta de 1306. Giovanni trabalhara em muitos lugares da Europa e da Ásia e trouxera planos e desenhos dos edifícios que vira. Em Pádua, reproduziu um vasto teto de vigas que vira na Índia, e que media 240 por 84 pés.Outras influências orientais podem ser demonstradas pelo aparecimento simultâneo de temas exóticos em lugares bastante distantes entre si. O arco de gola, em que os arcos que formam o arco são voltados para fora e continuam como uma característica arquitetônica sobre a porta ou janela, apareceu simultaneamente tanto em Veneza quanto na Inglaterra. Detalhes da porta de St. Mary Redcliffe, em Bristol, e também na catedral dessa cidade e no castelo de Berkeley, também apresentam uma influência oriental inconfundível, que pode ser comparada com a obra de Lalys, em Neath.As visitas de registradores desses detalhes arquitetônicos locais, tais como as de Simon Simeon e Hgh, o Iluminador, na Terra Santa em 1323, serviram para reforçar o interesse nos círculos monásticos pelo desenho oriental. O estilo “perpendicular” na Inglaterra, que surgiu por volta do final do século XIV, foi prenunciado pelos hexágonos alongados dos edifícios muçulmanos egípcios do século XIII. Os elementos verticais que cruzam a curva de um arco, uma característica importante do desenho da Capela do King’s College em Cambridge (iniciada em 1446), já existiam no Mausoléu de Mustapha Pasha no Cairo, construído entre 1269 e 1273. Os maçons da Europa, embebidos em conhecimentos geométricos, assimilaram prontamente as técnicas da arquitetura simbólica do Islã, realçando-a e trazendo-a para uma nova era. Eles nos legaram, ao longo dos séculos todas as obras de arte que são o deleite dos olhos e dos sentidos dos amantes da cultura e da beleza universal. Devido a isso, os nossos Irmãos Operativos são verdadeiros Benfeitores da Humanidade.

ANTÓNIO ROCHA FADISTA M.'.I.'.,
Loja Cayrú 762 GOERJ / GOB - Brasil

quinta-feira, novembro 01, 2007

terça-feira, outubro 30, 2007

PRANCHA 'OS PRECONCEITOS E DOGMAS MAÇÔNICOS':

Ao completar, no dia 7 de agosto de 2006, 10 anos de maçonaria e, portanto, na busca de me tornar um livre pensador, eu gostaria de apresentar uma breve reflexão. Na minha iniciação, ao abrir os olhos para a luz, eu me vi diante de um mundo totalmente novo: o maçônico. Com base na curiosidade pela ciência e pela verdade, aquele momento me encheu a consciência de perguntas. E para respondê-las, eu comecei a ler, pesquisar e meditar sobre os meus próprios questionamentos.Vários autores maçônicos e não-maçônicos, pouco a pouco, me esclareceram sobre a real maçonaria. Então, a luz, embora ainda tênue, foi vista de forma um pouco mais clara por este aprendiz. No entanto, a minha maior surpresa foi encontrar tanta ortodoxia e tanta vaidade numa instituição dita libertária, adogmática e fraterna.Segundo o filósofo e místico indiano Krishnamurti: “Sentindo medo, inventamos deuses, inventamos teorias, intelectualmente, teologicamente e religiosamente. Temos idéias, fórmulas relativas do que devemos ser”.De acordo com o Ir.’. Breno Trautwein, em seu livro Dogmas e Preconceitos Maçônicos, escrito em 1997: “Os homens atuais são de uma cadeia infinita de seres, cujo progresso é resultante do trabalho e do pensamento de outros homens dedicados à verdade, não importando a intolerância dos ignorantes, dos fanáticos e dos poderosos”.Seria a maçonaria fruto de dogmas ou da experiência apoiando a razão? A Maçonaria é fruto do pensamento humano, do desejo do ser humano pela religião natural. Entretanto, ao examinarmos alguns de seus ensinamentos, surpresos notamos a sua decadência filosófica, caindo para um dogmatismo absurdo, além de inúmeros falsos preconceitos.Mas o que é preconceito? Preconceito é um juízo pré-formulado, ou seja, uma opinião que se expressa antes de uma reflexão mais profunda, sobre a sua veracidade. Isso é fruto da ignorância, alicerçada na suposta autoridade de um indivíduo ou de um pequeno grupo, impondo a todo um conjunto social, de forma arbitrária. É do preconceito que nasce o dogma, ponto básico considerado indiscutível de uma crença religiosa, filosófica ou mesmo científica. Dogmas são princípios aceitos como indiscutíveis ou ditos como inalteráveis. O dogmatista diz-se de pessoa com idéias autoritárias. Segundo Albert Einstein: “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”.Na verdade, uma boa parte de minha indignação refere-se a Albert Makey, autor de uma versão de 25 landmarks, assim como seu fã clube no Brasil, cuja definição que tem como autor o Ir.’.Castellani. Albert Pike, elaborador da versão de apenas 5 landmarks, fruto de um amplo estudo e de uma arrasadora e erudita crítica contra o emaranhado de falsos limites, apresentados pelos autores da época, incluído, aí, o seu discípulo Albert Mackey.Poderíamos então dizer que esses não são dogmas; que são leis; que são princípios básicos! Mas mesmo tendo sido impostos, sem uma aprovação pela maioria, sem a análise da validade e dos benefícios para a coletividade atingida; e, por esse motivo, caracteriza o Dogma. Neste particular refiro-me a alguns landmarks ultrapassados pelos usos e costumes do mundo de hoje e ditos como imutáveis. E aí eu pergunto: como uma lei, feita por homens, pode ser considerada imutável, se as leis naturais se auto-ajustam para manter o universo em equilíbrio? Não posso concordar que haja conhecedores absolutos de todo o saber maçônico. O primeiro landmark ou princípio, como queiram chamá-lo, que precisaria estar em todas as versões, a meu ver, é "Ser Livre e de Bons Costumes", o que resultaria no uso do bom senso, para a boa aplicação dos demais princípios necessários a nossa instituição. Mas também não importa se um landmark, dito imutável, foi aprovado pela maioria ou não: dogma é dogma e, por isso, é anti-filosófico, anti-progressista e, portanto, contrário a Maçonaria.O dogmatismo, na Idade Média, foi religioso e teológico, baseando-se na censura do pensamento, na condenação à morte dos hereges queimados em praça pública e para escarneamento dos fiéis. Se olharmos a história da Inquisição, concluímos que nela figurou o dogmatismo levado às suas últimas conseqüências, até a morte, por aqueles que julgavam ter o monopólio da verdade e realmente detinham, circunstancialmente, o monopólio do poder. Atualmente, o dogmatismo tem assumido um caráter ideológico e político, embora não inclua dogmas religiosos, cuja aceitação depende da fé, inclui teses de conteúdo econômico, social e político, discutíveis como quaisquer teses, levados à institucionalização pela intolerância e pela violência.Fruto das idéias predominantes em nosso mundo atual, a ordem maçônica não pode fugir do seu destino de liberdade de pensamento e de opinião. Segundo Descartes, em “Discurso do Método”, livro escrito em 1637, ele diz que: “O conhecimento e a ciência exigem trabalho, questionamentos sistemáticos e método. O dogmatismo é o pior companheiro da filosofia.” Mas os maçons criaram vários dogmas fundamentados, ora nas proposições de potências maçônicas imperialistas, ora em suas arbitrárias e profanas legislações, que é fruto da ignorância da verdadeira maçonaria.Segundo Validivar: “Nenhum homem é livre se a sua mente não é como uma porta de vai-e-vem, abrindo-se para fora a fim de liberar suas próprias idéias e para dentro a fim de captar as boas idéias dos outros”. Sendo a Maçonaria fruto do pensamento humano, isto é, de livres pensadores no campo das idéias, os maçons especulativos não podem dar a outrem o direito de pensar e decidir por eles; jamais podem deixar de buscar, incessantemente, a Verdade.
PEDRO JUCHEMM.'.M.'., Loja Venâncio Aires II, nº 2369 – G.'.O.'.B.'. / RS, Brasil

PRANCHA 'COLUNA DA HARMONIA'

Esta é a única Coluna de uma Loja Maçônica constituída por um só Irmão, o Mestre de Harmonia. No passado, a Coluna da Harmonia era composta pelo conjunto dos Irmãos músicos que contribuíam para o brilhantismo dos rituais e dos festejos maçônicos. Com o avanço tecnológico, os músicos foram substituídos pelos aparelhos eletrônicos, operados pelo Mestre de Harmonia.Em seu sentido mais amplo, a Harmonia é a ciência da combinação dos sons, formando os acordes musicais. A palavra grega MOUSIKE significa não apenas música, mas também todas as formas de expressão que tenham por finalidade a criação da Beleza.Pitágoras usava a música para fortalecer a união entre os seus discípulos, por entender que a música instruía e purificava a sua mente. Em sua Escola, a música era entendida como disciplina moral por atuar como freio aos ímpetos agressivos dos ser humanos.O aprendizado empírico, revelado através dos sentidos, pode ser conseguido não só pela contemplação das belas formas e da beleza das figuras que nos rodeiam, mas também pela audição de ritmos e de melodias que acalmam os ímpetos e as paixões. Deste modo, angústia, anseios frustrados, agressões verbais, stress mental, podem ser eliminados pela audição de músicas suaves e agradáveis.Em uma reunião maçônica deve-se tocar a música que melhor traduza os sentimentos dos Irmãos em cada momento do ritual.Muitos compositores, nossos Irmãos, produziram belas músicas que merecem - e devem - ser ouvidas em nossos Templos. Entre essa plêiade, podemos citar: Mozart, Beethoven, Haendel, Sibelius, Franz Lizt, John Philipp Souza (de ascendência portuguesa), Luigi Cherubini, Antonio Salieri, Carlos Gomes (brasileiro), etc.

quinta-feira, outubro 25, 2007

Sessão Magna Branca

Da esquerda pra direita: Wilson Moura, J

Olismar Lima - Grão-Mestes Adjunto

Entrada do Pavilhão


Autoridades civis


Irmãos homenageados



Irmãos e convidados.



DeMolays, Filhas de Jó e convidados



Participação das Samaritanas



O Bolo!



Abestura do Livo da Lei

Sessão Magna Branca

No dia 20 de outubro, foi realizada no auditório da Casa de Cultura de Apodi, a sessão magna branca, alusiva aos 27 de aniversário da Loja Maçônica Vale do Apodi, a reunião foi presidida pelo nosso ir.: Venerável José Gilvan e pelos IIr. Gilmar Gurgel e Francisco Noronha 1º e 2º vigilantes respectivamente, e contou com a presença de várias autoridades civis e maçonicas. Durante a Sessão foi proferida uma palestra com o tema "O que é Maçonaria?", feita pelo Sereníssimo Grão-Mestre Adjunto Olismar Lima, que encantou e prendeu a atenção de todos os presentes e mostrou a sociedade apodiense um pouco de nossa milenar instituição, ocorreu também a entrega de comendas homenageando irmãos que marcarão a história de nossa oficina são eles: Batista Araujo, Batista da Sertaneja, Ivan Dantas, Francisco Braz(Dudú), José Araújo (Zeca), Antônio Ferreira (Antônio de Zuza), José Vandilson e Altino Dias de Paiva. todos saldado pela platéia com salva de palmas, logo após foi servido um jantar nas dependencias da área de lazer Altino dias de Paiva da Loja Vale do Apodi. Desde já agradecemos a todos que abrilhantaram nossos trabahos.

terça-feira, outubro 09, 2007

Aniversário da Loja

Nesta última segunda-feira, 08 de outubro os membros da família maçônica reuniran-se na Casa de Cultura, para debater os pontos referentes a programação para comemoração do aniversário da Loja Vale do Apodi.







Seminário Ritualístico

Neste sábado dia 6 de outubro, os irmãos da Vale do Apodi, estiveram na Loja 24 de Junho em Mossoró, participando do Seminário de ritualistica para as Lojas da Região Oeste filiadas ao GOIERN, na oportunidade foi provefido palestras bem como debates sobre ritualistica.