terça-feira, fevereiro 12, 2008

História da Maçonaria no Brasil

Embora tenha, a Maçonaria brasileira, se iniciado em 1797 com a Loja Cavaleiros da Luz, criada na povoação da Barra, em Salvador, Bahia, e ainda com a Loja União, em 1800, sucedida pela Loja Reunião em 1802, no Rio de Janeiro, só em 1822, quando a campanha pela independência do Brasil se tornava mais intensa, é que iria ser criada sua primeira Obediência, com Jurisdição nacional, exatamente com a incumbência de levar a cabo o processo de emancipação política do país. Criado a 17 de junho de 1822, por três Lojas do Rio de Janeiro - a Commercio e Artes na Idade do Ouro e mais a União e Tranquilidade e a Esperança de Niterói, resultantes da divisão da primeira - O Grande Oriente Brasileiro teve, como seus primeiros mandatários José Bonifácio de Andrada e Silva, ministro do Reino e de Estrangeiros e Joaquim Gonçalves Ledo, Primeiro Vigilante. A 4 de outubro do mesmo ano, já após a declaração de independência de 7 de setembro, José Bonifácio foi substituído pelo então príncipe regente e, logo depois, Imperador D. Pedro I (Irmão Guatimozim). Este, diante da instabilidade dos primeiros dias de nação independente e considerando a rivalidade política entre os grupos de José Bonifácio e de Gonçalves Ledo - que se destacava, ao lado de José Clemente Pereira e o cônego Januário da Cunha Barbosa, como o principal líder dos maçons - mandou suspender os trabalhos do Grande Oriente, a 25 de outubro de 1822.Somente em novembro de 1831, após a abdicação de D. Pedro I - ocorrida a 7 de abril daquele ano - é que os trabalhos maçônicos retomaram força e vigor, com a reinstalação da Obediência, sob o título de Grande Oriente do Brasil, que nunca mais suspendeu as suas atividades. Instalado no Palácio Maçônico do Lavradio, no Rio de Janeiro, a partir de 1842, e com Lojas em praticamente todas as províncias, o Grande Oriente do Brasil logo se tornou um participante ativo em todas as grandes conquistas sociais do povo brasileiro, fazendo com que sua História se confunda com a própria História do Brasil Independente. Através de homens de alto espírito público, colocados em arcas importantes da atividade humana, principalmente em segmentos formadores de opinião, como as Classes Liberais, o Jornalismo e as Forças Armadas - o Exército, mais especificamente - O Grande Oriente do Brasil iria ter, a partir da metade do século XIX, atuação marcante em diversas campanhas sociais e cívicas da nação. Assim, distinguiu-se na campanha pela extinção da escravatura negra no país, obtendo leis que foram abatendo o escravagismo, paulatinamente; entre elas, a "Lei Euzébio de Queiroz", que extinguia o tráfico de escravos, em 1850, e a "Lei Visconde do Rio Branco", de 1871, que declarava livre as crianças nascidas de escravas daí em diante. Euzébio de Queiroz foi maçom graduado e membro do Supremo Conselho da Grau 33; o Visconde do Rio Branco, como chefe de Gabinete Ministerial, foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil. O trabalho maçônico só parou com a abolição da escravatura, a 13 de maio de 1888.
A Campanha republicana, que pretendia evitar um terceiro reinado no Brasil e colocar o país na mesma situação das demais nações centro e sul americanas, também contou com intenso trabalho maçônico de divulgação dos ideais da República, nas Lojas e nos Clubes Republicanos, espalhados por todo o país. Na hora final da campanha, quando a república foi implantada, ali estava um maçom a liderar as tropas do Exército com seu prestígio: Marechal Deodoro da Fonseca que viria a ser Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil.
Durante os primeiros quarenta anos da República - período denominado "República Velha" - foi notória a participação do Grande Oriente do Brasil na evolução política nacional, através de vários presidentes maçons, além de Deodoro: Marechal Floriano Peixoto Moraes, Manoel Ferraz de Campos Salles, Marechal Hermes da Fonseca, Nilo Peçanha, Wenceslau Brás e Washington Luís Pereira de Souza.

Durante a 1ª Grande Guerra (1914 - 1918), o Grande Oriente do Brasil, a partir de 1916, através de seu Grão-Mestre, Almirante Veríssimo José da Costa, apoiava a entrada do Brasil no conflito, ao lado das nações amigas. E, mesmo antes dessa entrada, que se deu em 1917, o Grande Oriente já enviava contribuições financeiras à Maçonaria Francesa, destinadas ao socorro das vítimas da guerra, como indica a correspondência, que, da França, era enviada ao Grande Oriente do Brasil, na época.
Mesmo com uma cisão, que, surgida em 1927, originou as Grandes Lojas Estaduais brasileiras, enfraquecendo, momentaneamente, o Grande Oriente do Brasil, este continuou como ponta-de-lança da Maçonaria, em diversas questões nacionais, como: anistia para presos políticos, durante períodos de exceção, com estado de sítio, em alguns governos da República; a luta pela redemocratização do país, que fora submetido, desde 1937, a uma ditadura, que só terminaria em 1945; participação, através das Obediências Maçônicas européias, na divulgação da doutrina democrática dos países aliados, na 2ª Grande Guerra (1939 - 1945); participação no movimento que interrompeu a escalada da extrema-esquerda no país, em 1964; combate ao posterior desvirtuamento desse movimento, que gerou o regime autoritário longo demais; luta pela anistia geral dos atingidos por esse movimento; trabalho pela volta das eleições diretas, depois de um longo período de governantes impostos ao país.

Em 1973, após um triste episódio no Palácio do Lavradio, comandado pelo então Grão-Mestre Geral, Moacir Arbex Dinamarco, que através do Superior Tribunal de Justiça Eleitoral, anula ata por ata, a maioria de votos do candidato oposicionista, Athos Vieira de Andrade, em favor do irmão Osmane Vieira de Rezende, acontece nova cisão. Os Grandes Orientes Estaduais do Ceará, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e o Distrito Federal, retiram-se do GOB – Grande Oriente do Brasil e, no dia 27 de maio de 1973 decidem criar Orientes Autônomos e Independentes, confederado ao Colégio de Grão-Mestre da Maçonaria Brasileira, hoje Confederação Maçônica do Brasil - COMAB.

Maçonaria

Desde que o homem deixou as cavernas e as suas vivendas de nômade, sedentarizando-se e formando uma sociedade estratificada, surgiram os profissionais dedicados à arte da construção, os quais foram se aperfeiçoando, não só na ereção de casas de residência, mas, também, na de templos, de obras públicas e obras de arte. Embora tivessem, esses profissionais, desde os seus primeiros tempos, mantido, entre si, certa camaradagem e um sentimento de agregação, não havia, na realidade, uma organização que os reunisse, que regulasse a sua atividade e que lhes desse um maior sentido de responsabilidade profissional.
Foi no Império Romano do Ocidente, da Roma conquistadora, que, em função da própria atividade bélica, surgiu, no século VI a.C., a primeira associação organizada de construtores, os Collegia Fabrorum . Como a conquista das vastas regiões da Europa, da Ásia e do norte da África, levava à destruição , os collegiati acompanhavam as legiões romanas, para reconstruir o que fosse sendo destruído pela guerra. Dotada de forte caráter religioso, essa organização dava, ao trabalho, o cunho sagrado de um culto às divindades. De início politeísta, tornou-se, com a expansão do cristianismo, monoteista , entrando, porém, em decadência, após a queda do Império Romano do Ocidente, ocorrida em 476 d.C., embora persistissem pequenos grupos da associação no Império Romano do Oriente, cujo centro era Constantinopla.
Na Idade Média é que iria florescer, através do grande poder da época, a Igreja, a hoje chamada Maçonaria Operativa, ou Maçonaria de Ofício, para a preservação da Arte Real entre os mestres construtores da Europa. Assim, a partir do século VI, as Associações Monásticas, formadas, principalmente, por clérigos, dominavam o segredo da arte de construir, que ficou restrita aos conventos, já que, naquela época de barbárie, quando a Europa estava em ruínas, graças às sucessivas invasões dos bárbaros, e quando as guerras, os roubos e os saques eram freqüentes e até encarados como fatos normais, os artistas e arquitetos encontraram refúgio seguro nos conventos. Posteriormente, pela necessidade de expansão, os frades construtores começaram a preparar e a adestrar leigos, proporcionando, a partir do século X, a organização das Confrarias Leigas, que, embora formadas por leigos, recebiam forte influência do clero, do qual haviam aprendido a arte de construir e o cunho religioso dado ao trabalho.É dessa época aquela que é considerada a primeira reunião organizada de operários construtores: a Convenção de York , ocorrida em 926 e convocada por Edwin , filho do rei Athelstan , para reparar os prejuízos que as associações haviam tido com as sucessivas guerras e invasões.
Nela foi apresentada, para apreciação e aprovação, um estatuto, que, dali em diante, deveria servir como lei suprema da confraria e que é, geralmente, chamado de Carta de York.
Quase na mesma época, surgiriam associações simplesmente religiosas, que, a partir do século XII , formaram corpos profissionais: as Guildas . A elas se deve o primeiro documento em que é mencionada a palavra "Loja", para designar uma corporação e o seu local de trabalho. As Guildas e sua contemporânea, a organização dos Ofícios Francos, foram as principais precursoras da moderna Maçonaria. O seu nome "Gild", deorigem teutônica, deriva do título dado, na antiga região da Escandinávia, a um ágape religioso, durante o qual, numa cerimônia especial, eram despejados três copos de chifre (chavelhos) , conforme o uso da época, cheios de cerveja, sendo um em homenagem aos deuses, outro, pelos antigos heróis, e o último em homenagem aos parentes e em memória dos amigos mortos; ao final da cerimônia, todos os participantes juravam defender uns aos outros, como irmãos, socorrendo-se mutuamente nos momentos difíceis. As Guildas caracterizavam-se por três finalidades principais: auxílio mútuo, reuniões em banquetes e atuação por reformas políticas e sociais. Introduzidas na Inglaterra, por reis saxões, elas foram modificadas por influência do cristianismo, mas, mesmo assim, não eram bem aceitas pela Igreja, que não via com bons olhos a prática do banquete, por suas origens pagãs, e a pretensão de reformas políticas e sociais, que pudessem, eventualmente, contribuir para diminuir os seus privilégios e os privilégios das corporações sob a sua proteção. Assim, para evitar a hostilidade da Igreja, cada guilda era organizada sob a égide de um monarca, ou sob o nome de um santo protetor.
No século XII, associada às guildas, surgia uma organização de operários alemães, os Steinmetzen, ou seja, canteiros, que, sob a direção de Erwin de Steinbach, alcançariam notoriedade, quando este conseguiu a aprovação de seus planos para a construção da catedral de Estrasburgo e deu um aperfeiçoado sentido de organização aos seus obreiros. Canteiro é o operário que trabalha em cantaria, que esquadreja e trabalha na escultura da pedra bruta; cantaria (palavra derivada de canto) designa a pedra lavrada para as construções.
Surgem os ofícios francos, ou franco-maçonaria No século XII, também, iria florescer a associação considerada a mais importante desse período operativo: os Ofícios Francos (ou Franco-Maçonaria), formados por artesãos privilegiados, com liberdade de locomoção e isentos das obrigações e impostos reais, feudais e eclesiásticos. Tratava-se, portanto, de uma organização de construtores categorizados, diferentes dos operários servos, que ficavam presos a uma mesma região, a um mesmo feudo, à disposição de seus amos. Na Idade Média, a palavra franco designava não só o que era livre, em oposição ao que era servil, mas, também, todos os indivíduos e todos os bens que escapavam às servidões e aos direitos senhoriais; esses artesãos privilegiados eram, então, os pedreiros-livres, franc-maçons, para os franceses, ou free-masons, para os ingleses. Tais obreiros, evidentemente, tinham esses privilégios concedidos pela Igreja, que era o maior poder político da época, com grande ascendência sobre os governantes.
A palavra francesa "maçon", correspondente a pedreiro, converteu-se em "maison" (casa) e, também, embora só relativamente, em "masse" (maça, clava). Essa maça, ou clava, habilitava o porteiro a afastar os indesejáveis intrusos e curiosos. O pesquisador alemão Lessing, um dos clássicos da literatura alemã, atribui a palavra inglesa "masonry" (maçonaria) a uma transmissão incorreta. Originalmente, a idéia teria sido dada pelo velho termo inglês "mase" (missa, reunião à mesa). Uma tal sociedade de mesa, ou reunião de comensais, de acordo com a alegoria da Távola Redonda, do rei Arthur, poderia, segundo Lessing, ainda ser encontrada em Londres, no século XVII. Ela se reunia nas proximidades da famosa catedral de São Paulo e, quando sir Christopher Wren, o construtor da catedral, tornou-se membro desse círculo, julgou-se que se tratava de uma cabana dos construtores, que estabelecia uma ligação de mestres construtores e obreiros; daí, então, ou seja, dessa suposição errada, é que teria se originado o termo "masonry", para designar a sociedade dos construtores.
Uma explicação para o termo inglês "freemason" (pedreiro livre) está ligada ao termo "freestone", que é a pedra de cantaria, ou seja, a pedra própria para ser esquadrejada, para que nela sejam feitos cantos, que a transformem numa pedra cúbica, a ser usada nas construções. As expressões "freestone mason" e "freestone masonry", daí surgidas, acabaram sendo simplificadas para "freemason" (o obreiro) e "freemasonry" (a atividade). Esta é uma hipótese mais plausível do que a de Lessing, que só considerou o caso particular da Inglaterra, quando se sabe que não foi só aí que existiu uma íntima ligação com o trabalho dos artífices da construção.
Nessa fase primitiva, porém, antes de, propriamente, se ter iniciado a formação de Lojas, quase que não se pode falar em Maçonaria no sentido que ela adquiriu na fase moderna, pois, sobretudo, naquele tempo não podia ser considerada como uma sociedade secreta. O segredo não era, a princípio, mais do que o processo pelo qual um dos membros da irmandade reconhecia o outro. Diga-se a bem da verdade, que, na época atual, a Maçonaria já não pode mais ser considerada secreta, mas apenas discreta.
Os segredos mais guardados e que persistem são, obviamente, apenas os meios de reconhecimento, reservados só aos iniciados, já que, de posse deles, um não iniciado poderia ter acesso aos templos maçônicos e às sessões das Lojas.
É criado o importante estilo gótico Na metade do século XII, surgia o estilo arquitetônico gótico, ou germânico, primeiro no norte da França, espalhando-se, depois, pela Inglaterra, Alemanha e outras regiões do norte da Europa e tendo o seu apogeu na Alemanha, durante 300 anos. Tão importante foi o estilo gótico para as confrarias de construtores, que as suas regras básicas eram ensinadas nas oficinas dos canteiros, ou talhadores de pedra; tão importante que a sua decadência, no século XVI, decretou o declínio das corporações.
No século XIII, em 1220, era fundada, na Inglaterra, durante o reinado de Henrique III, uma corporação dos pedreiros de Londres, que tomou o título de The Hole Craft and Fellowship of Masons (Santa Arte e Associação dos Pedreiros) e que, segundo alguns autores, seria o germe da moderna Maçonaria. Pouco depois, em 1275, ocorria a Convenção de Estrasburgo, convocada pelo mestre dos canteiros e da catedral de Estrasburgo, Erwin de Steinbach, para terminar as obras do templo. A construção da catedral, iniciada em 1015, estava praticamente terminada, quando foi resolvido ampliar o projeto original e, para isso, foi chamado Erwin , nessa convenção acorreram os mais famosos arquitetos da Inglaterra, da Alemanha e da Itália, que criaram uma Loja, para as assembléias e discussão sobre o andamento dos trabalhos, elegendo Erwin como Mestre de Cátedra (Meister von sthul).
Esclareça-se que, na época, os obreiros criavam uma Loja, fundamentalmente, para tratar de determinada construção, como é o caso dessa catedral. Tais Lojas serviam para tratar dos assuntos ligados apenas à construção prevista, já que, para outras reuniões, inclusive com obreiros de outras corporações, eram utilizados os recintos de tabernas e hospedarias, principalmente em solo inglês. A palavra Loja, por sinal, foi mencionada pela primeira vez em 1292, em documento de uma guilda . Loja, do germânico leubja (pronúncia: lóibja), através do francês lodge, designava o lar, a casa, o abrigo, o pátio, o alpendre e, também, a entrada de edifício, ou galeria usada para exposições artísticas e venda de produtos artesanais. As guildas de mercadores assim designavam seus locais de depósito e venda de produtos manufaturados, enquanto que as guildas artesanais adotaram o termo para designar o seu local de trabalho, ou seja, as oficinas dos artífices.
Próximo desse tempo, ou seja, no século XIV, começava, também, a atuação do Compagnonnage (Companheirismo), criado pelos cavaleiros templários. Os membros dessa organização construíram, no Oriente Médio, formidáveis cidadelas, adquirindo certo número de métodos de trabalho herdados da Antigüidade e constituindo, durante as Cruzadas, verdadeiras oficinas itinerantes, para a construção de obras de defesa militar, pontes e santuários. Retornando à Europa, eles tiveram a oportunidade de exercer o seu ofício, construindo catedrais, igrejas, obras públicas e monumentos civis. A Ordem da Milícia do Templo, ou Ordem dos Templários, foi uma ordem religiosa e militar, criada em 1118, com estatutos feitos pelo abade de Clairvaux (São Bernardo). Adquirindo prestígio e riqueza, a ordem excitaria a cobiça do rei francês Filipe IV, cognominado "o Belo", que, com a conivência do papa Clemente V, conseguiu a sua extinção, em 1312, seguida da execução, na fogueira, de seu Grão-Mestre, Jacques de Molay, em 1314. Antes da extinção, necessitando, em suas distantes comendadorias do Oriente, de trabalhadores cristãos, os templários organizaram o Compagnonnage, dando-lhe um estatuto chamado Santo Dever, de acordo com sua própria filosofia.
No século XVI, a decadência das corporações de ofício já na primeira metade do século XVI, as corporações, diante das perseguições que sofriam --- principalmente por parte do clero --- e diante da evolução social européia, começavam a entrar em declínio. Em 1535, realizava-se, em Colônia, uma convenção, que fora convocada para refutar as calúnias dirigidas pelo clero contra os franco-maçons. Embora ela não tenha tido o brilho e a freqüência de outras convenções, consta, embora tal afirmativa seja contestada, por carecer de comprovação, que, na ocasião, teria sido redigido um manifesto, onde era estabelecido o princípio de altos graus, que seriam introduzidos por razões políticas.
Em 1539, o rei da França, Francisco I, revogava os privilégios concedidos aos franco-maçons, abolindo as guildas e demais fraternidades e regulamentando as corporações de artesãos. Em contrapartida, em 1548, era concedido, aos operários construtores, de maneira geral, o livre exercício de sua profissão, em toda a Inglaterra; um ano depois, todavia, por exigência de Londres, era cassada a autorização concedida, o que fazia com que os franco-maçons ficassem na condição de operários ordinários, como tais sendo tratados legalmente. Em 1558, ao assumir o trono da Inglaterra, a rainha Isabel renovava uma ordenação de 1425, que proibia qualquer assembléia ilegal, sob pena dela ser considerada uma rebelião. Três anos depois, em dezembro de 1561, tendo, os franco-maçons ingleses, anunciado a realização de uma convenção em York, durante a festividade de São João Evangelista, Isabel ordenou a dissolução da assembléia, decretando a prisão de todos os presentes a ela; a ordem só não foi confirmada, porque lord Thomas Sackville, adepto da arte da construção, estando presente, demoveu a rainha de seu intento, fazendo com que, em 1562, ela revogasse a ordenação de 1425.
Em 1563, a Convenção de Basiléia, feita por iniciativa da confraria de Estrasburgo, organizava um código para os franco-maçons alemães, o qual serviria de regra à corporação dos canteiros, até que surgissem os primeiros sindicatos de operários, no século XIX. Mas era patente o declínio das confrarias, no século XVI. A Renascença relegara o estilo gótico e a estrutura ogival das abóbadas --- próprias da arte dos franco-maçons medievais --- ao abandono, revivendo as características da arte greco-romana. Assim, embora ela tivesse atingido a todos os campos do conhecimento e a todas as corporações profissionais, foi a dos franco-maçons a mais afetada. No final do século, Ínigo Jones introduzia, na Inglaterra, o estilo renascentista, sepultando o estilo gótico e apressando a decadência das corporações de franco-maçons ingleses. Estas, perdendo o seu objetivo inicial e transformando-se em sociedade de auxílio mútuo, resolveram, então, permitir a entrada de homens não ligados à arte de construir, não profissionais, que eram, então, chamados de maçons aceitos.
Iniciava-se a transformação na Maçonaria atual as corporações, evidentemente, começaram por admitir pessoas em pequeno número e selecionadas entre os homens conhecidos pelos seus dotes culturais, pelo seu talento e pela sua condição aristocrática, que poderiam dar projeção a elas, submetendo-se, todavia, aos seus regulamentos. Era a tentativa de sustar o declínio.
O primeiro caso conhecido de aceitação é o de John Boswell, lord de Aushinleck --- ou, segundo J.G. Findel, sir Thomas Rosswell, esquire de Aushinleck --- que, a 8 de junho de 1600 foi recebido como maçom aceito --- não profissional --- na Saint Mary’s Chapell Lodge (Loja da Capela de Santa Maria), em Edimburgo, na Escócia. Esta Loja fora criada em 1228, para a construção da Capela de Santa Maria, destinando-se, como já foi visto, às assembléias dos obreiros e discussões sobre o andamento das obras.
Depois disso, o processo de aceitação, iniciado na Escócia, iria se espalhar e se acelerar, fazendo com que, ao final do século, o número de aceitos já ultrapassasse, largamente, o de franco-maçons operativos. Os mais famosos nomes de "aceitos", na primeira metade do século XVII, foram: William Wilson, aceito em 1622; Robert Murray, tenente-general do exército escocês, recebido, em 1641, na Loja da Capela de Santa Maria e tornando-se, posteriormente, Mestre Geral de todas as Lojas do Exército; o coronel Henry Mainwairing, recebido, em 1646, numa Loja de Warrington, no Lancashire; e o antiquário e alquimista Elias Ashmole, recebido na mesma Loja e no mesmo dia (16 de outubro) que o coronel Henry.
Em 1666, os franco-maçons iriam recuperar parte do antigo prestígio, diante do grande incêndio, que, a 2 de setembro daquele ano, aconteceu em Londres, destruindo cerca de quarenta mil casas e oitenta e seis igrejas. Nessa ocasião, os maçons acorreram para participar do esforço de reconstrução, sob a direção do renomado mestre arquiteto Cristopher Wren, que, em 1688, viu aprovado o seu plano para reconstrução da cidade, sendo nomeado arquiteto do rei e da cidade de Londres. A obra principal de Wren foi a reconstrução da igreja de S. Paulo, em cujo adro se desenvolveria e se estabeleceria, em 1691, uma Loja de fundamental importância para a História da Maçonaria moderna: a Loja São Paulo (em alusão à igreja), ou Loja da taberna "O Ganso e a Grelha", em alusão ao local em que, como faziam outras Lojas, realizava suas reuniões de caráter informal e administrativo, como se verá adiante. A reconstrução de Londres só iria terminar em 1710.
E nascia a primeira Grande Loja
Como, na época, não existiam templos maçônicos --- o primeiro só seria inaugurado em 1776 --- os maçons reuniam-se em tabernas, ou nos adros das igrejas. As tabernas, cervejarias e hospedarias desse tempo, principalmente na Inglaterra, tinham uma função social muito grande, como local de reunião e de troca de idéias de intelectuais, artífices, obreiros do mesmo ofício, etc. . A Loja da Cervejaria "The Goose and Gridiron" (O Ganso e a Grelha), ou Loja São Paulo, inicialmente formada só pelos maçons de ofício que participaram da reconstrução de Londres, resolvia, em 1703, diante do número cada vez maior de maçons aceitos, em todas as Lojas, admitir, a partir dali, homens de todas as classes, sem qualquer restrição, promovendo, então, uma reforma estrutural, que iria dar o arcabouço da moderna Maçonaria. A admissão, em 1709, do reverendo Jean Théophile Désaguliers , nessa Loja, em cerimônia realizada no adro da igreja de São Paulo, iria apressar o processo de transformação, já que Désagulliers iria se tornar seu lider e paladino.
A 7 de fevereiro de 1717, Désagulliers conseguia reunir quatro Lojas metropolitanas, para traçar planos referentes à alteração da estrutura maçônica. Nessa ocasião, foi convocada uma reunião geral dessas quatro Lojas existentes em Londres, para o dia 24 de junho daquele ano. Essa reunião foi realizada na taberna "The Apple Tree" (A Macieira), e as Lojas presentes foram, além da "O Ganso e a Grelha": a da Cervejaria "The Crown" (A Coroa), a da Taberna "Rummer and Grappes" (O Copázio e as Uvas) e a da Taberna "The Apple Tree" (A Macieira).
E, no dia 24 de junho de 1717, como fora marcado, as quatro Lojas reuniam-se e criavam The Premier Grand Lodge (a Primeira Grande Loja), em Londres, implantando o sistema obediencial, com Lojas subordinadas a um poder central, sob a direção de um Grão-Mestre, já que, antes disso, as Lojas eram livres de qualquer subordinação externa, concretizando a idéia do "maçom livre na Loja livre". Isso era, portanto, um fato novo e uma grande alteração --- uma verdadeira revolução --- na estrutura maçônica tradicional, o que faz com que esse acontecimento seja tomado como o divisor de águas, o marco histórico entre a antiga e a moderna Maçonaria, ou seja, entre a operativa, ou de ofício, e a dos aceitos, ou especulativa, sua forma moderna.
A Maçonaria é uma Ordem Universal formada de homens de todas as raças, credos e nacionalidades, acolhidos por suas qualidades morais e intelectuais e reunidos com a finalidade de construírem uma Sociedade Humana, fundada no Amor Fraternal, na esperança com amor à Deus, à Pátria, à Família e ao Próximo, com Tolerância, Virtude e Sabedoria e com a constante investigação da Verdade e sob a tríade LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE, dentro dos princípios da Ordem, da Razão e da Justiça, o mundo alcance a Felicidade Geral e a Paz Universal.

sábado, janeiro 26, 2008

domingo, janeiro 20, 2008

O que é Maçonaria

O QUE É A MAÇONARIA?
Não possui a Maçonaria leis gerais nem livro santo que a definam ou obriguem todo o maçon através do Mundo; nao sendo uma religiao, nao tem dogmas:. Em cada país e ao longo dos séculos, estatutos numerosos se promulgaram e fizeram fé para comunidades diferentes no tempo e nos costumes:. Mas isso nao obsta a que a Maçonaria possua certo número de princípios básicos, aceites por todos os irmaos em todas as partes do globo:. É essa aceitaçao, aliás, que torna possível a fraternidade universal dos maçons e a sua condiçao de grande família no seio da Humanidade, sem que, no entanto, exista uma potencia maçónica à escala mundial nem um Grao-Mestre, tipo Papa, que centralize o pensamento e a acçao da Ordem:.CONSTRUÇÃOVejamos o seu nome Maçonaria vem provavelmente do frances "Maçonnerie", que significa uma construçao qualquer, feita por um pedreiro, o "maçon":. A Maçonaria terá assim, como objectivo essencial, a edificaçao de qualquer coisa:. O maçon, o pedreiro-livre em vernáculo portugues, será portanto o construtor, o que trabalha para erguer um edifício:.
JUSTIÇA SOCIALA Maçonaria admite, portanto, que o homem e a sociedade sao susceptíveis de melhoria, sao passíveis de aperfeiçoamento:. Por outras palavras, aceita e promove a transformaçao do ser humano e das sociedades em que vive:. Mas, para além da solidariedade e da justiça, nao define os meios rigorosos por que essa transformaçao se há-de fazer nem os modelos exactos em que ela possa desembocar:. Nada há, por exemplo, no seio da Maçonaria, que faça rejeitar uma sociedade de tipo socialista ou de tipo liberal:. O que lhe importa é um homem melhor dentro de uma sociedade melhor:.
ACLASSISMODos ideais de justiça e solidariedade humanas, levados até rs últimas consequencias, resulta naturalmente o ser a Maçonaria uma instituiçao aclassista e anticlassista, englobando representantes de todos os grupos sociais que, como maçons, devem tentar esquecer a sua integraçao de classe e comportar-se como iguais:. "A Maçonaria honra igualmente o trabalho intelectual e o trabalho manual", rezava o artigo 6s da Constituiçao de 1926:. E, nos requisitos para se ser maçon, exige-se apenas, para além de diversas condiçoes morais e intelectuais que mais adiante serao mencionadas, o exercer-se uma profissao honesta que assegure meios de subsistencia:. É verdade que a exigencia de se possuir a instruçao necessária para compreender os fins da Ordem exclui, desde logo, os analfabetos e grande parte das massas populares (em Portugal, entenda-se):. E é verdade também que a maioria dos maçons proveio e continua a provir dos grupos burgueses:. Mas isso deve-se apenas rs condiçoes históricas em que todas as sociedades tem vivido nos últimos 200 anos:. R medida que as classes trabalhadoras vao atingindo mais elevado nível social e cultural, assim o número de maçons delas oriundo tende a aumentar paralelamente:. Em Maçonarias de países como a Gra-Bretanha, a França ou a Holanda, o carácter aclassista da Ordem Maçónica nota-se com muito maior intensidade do que em Portugal ou na Espanha:.

APERFEIÇOAMENTO INTELECTUALO aperfeiçoamento do homem e da sociedade nao se poe apenas, para o maçon, em termos de melhoria económico-social:. Poe-se também, e sobretudo, em termos de melhoria intelectual, da afinamento das faculdades de pensar e de enriquecimento adquiridos:. Livre pensamento, para começar:. "A Maçonaria é livre-pensadora", dizia o artigo 3s da Constituiçao de 1926:. Mas livre pensamento nao coincide necessariamente com ateísmo:. Já um texto famoso e respeitado dos primórdios da instituiçao, as Constituiçoes de Anderson, de 1723, dizia que o maçon que entendesse bem de "Arte", "nunca será um ateu estúpido ou um libertino irreligioso:. Mas embora - continuava o texto - nos tempos antigos os maçons fossem obrigados, em cada país, a ser da religiao, fosse ela qual fosse, desse país ou dessa naçao, considera-se agora como mais a propósito obrigá-los apenas rquela religiao na qual todos os homens estao de acordo, deixando a cada um as suas convicçoes próprias(...)":. Hoje, talvez a maioria dos maçons professe um deísmo ou teísmo de conceitos vagos e alegóricos, embora nao faltem ateus nem crentes de variadas religioes, desde o cristao ao muçulmano:. O que todos rejeitam sao dogmatismos e exclusivismos confessionais:.
FRATERNIDADELevados às últimas consequências, os princípios atrás mencionados teriam de implicar uma fraternidade de tipo universal. Este é nao só um principio teórico, mas uma norma de prática quotidiana:. "A Maçonaria é uma instituiçao universal (...):. Todos os maçons constituem uma e a mesma família e dao-se o tratamento de irmaos, sendo iguais perante a lei", dizia o artigo 7º da Constituiçao de 1926:. " A Maçonaria estende a todos os homens os laços fraternais que unem os maçons sobre a superfície do globo" (artigo 5º do mesmo texto):. Através do ritual, que inclui vocabulário próprio e sinais de reconhecimento específicos, um maçon portugues pode contactar com um maçon japones e receber dele ou transmitir-lhe ajuda e apoio de qualquer género:. De facto, um dos deveres importantes do maçon, inserto nas Constituiçoes do mundo inteiro, consiste em reconhecer como irmaos todos os maçons, tratá-los como tais e prestar-lhes auxílio e protecçao, a suas viúvas e filhos menores:. A história da Maçonaria está cheia de casos que provam o geral cumprimento deste dever:.

DEMOCRACIA, IGUALDADEDemocracia e igualdade encontram-se também entre os princípios básicos da instituiçao maçónica. Todo o poder reside no povo, como o atestava o artigo 18s da Constituiçao de 1926, ao dizer que "A Ordem Maçónica em Portugal só reconhece a soberania do povo maçónico":. Todos os maçons sao iguais, independentemente do grau a que pertençam:. "Durante as sessoes maçónicas - rezava o artigo 17º, § único - todos os obreiros, qualquer que seja o seu grau ou o seu rito, estao sujeitos r mais perfeita igualdade, prevalecendo a opiniao da maioria, quando nao seja contrária rs leis e regulamentos":. Por sua vez, as células de organizaçao e de trabalho da Ordem, as chamadas Oficinas, "sao todas iguais em direitos e honras, e independentes entre si" (artigo 12s da Constituiçao) :. Nas Maçonarias de todo o mundo, o Grao-Mestre e os Grao-Mestres adjuntos sao eleitos pela totalidade do povo maçónico, variando apenas a forma dessa eleiçao:. Em muitos países, qualquer maçon, aliás, desde que tenha atingido a condiçao de Mestre (ou seja, maçon perfeito) pode, em teoria, ser eleito Grao-Mestre:. Outro tanto se verifica nas eleiçoes para os múltiplos cargos de cada oficina:.
OFICINAS [Lojas]Cada Maçonaria nacional está estruturada em células autónomas, "todas iguais em direitos e honras, e independentes entre si", designadas por oficinas:. Existem dois tipos de oficinas, chamados lojas e triângulos:. A loja é composta por um mínimo de sete maçons perfeitos, nao conhecendo limite máximo de membros:. O triângulo é composto por tres maçons perfeitos, pelo menos, e por seis, no máximo, passando a loja quando um sétimo membro se lhe vem agregar:.
Uma loja completa possui dez funcionários, que sao:
> Venerável ou Presidente, que preside aos trabalhos e os orienta:.> Primeiro Vigilante, que dirige os trabalhos dos companheiros e vela pela disciplina geral:.> Segundo Vigilante, que tem por funçao a instruçao dos aprendizes:.> Orador, encarregado de fazer a síntese dos trabalhos e deles extrair as conclusoes; é ainda o representante da Lei maçónica:.> Secretário, que redige as actas das sessoes e se ocupa das relaçoes administrativas entre a loja e a Obediencia:.> Mestre de Cerimónias, que introduz na loja e conduz aos seus lugares os visitantes, e ajuda o Experto nas cerimónias de iniciaçao:.> Tesoureiro, que recebe as quotizaçoes e outros fundos da loja e vela pela sua organizaçao financeira:.Os cargos, do Venerável ao Secretário, sao chamados as luzes da oficina:.
* Fonte: Grémio Fénix

quarta-feira, janeiro 09, 2008

HOMENAGEM A REGINA DUARTE


HOMENAGEM A REGINA DUARTE


Regina Duarte

Queremos lhe fazer esta pequena homenagem tão especial o quanto tu és para nós.
Uma pessoa cativante e positiva. Tem uma elegância e uma simplicidade de encantar todos que passam ao seu redor. Que através de sua amizade e do seu jeitinho, deixou transparecer suas qualidades, e as que mais me chamara atenção foi o seu carisma.
Agradecemos a Deus por estar sempre contando com essa pessoa que tu és.
Com muito carinho CARLA E ROSIVAN

PARABÉNS!!!

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Regina parabéns pelo seu aniversário. Eu Pai João Batista Marinho, sua mãe Anailde Duarte Marinho lhe homenageamos por esta grande filha que você é.
Regina você sempre foi uma pessoa positiva, acredita em tudo que faz. Tem uma facilidade de conquistar amizades.
Boa esposa, boa mãe, boa filha que quando precisamos ele estar ali nos servindo.
Boa irmã, e bem vista como boa profissional no mercado de trabalho, uma excelente profissional em tudo que ela faz e que Deus lhe abençoe em todos os dias de sua vida.
Da sua mãe Feliz Aniversário!!!
ANAILDE DUARTE MARINHO E JOÃO BATISTA MARINHO

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Regina Duarte
O sentido da vida se renova com a vinda do Salvador, as esperanças e os sonhos brotam a cada novo ano em todas as mensagens de carinho, de amor e amizade.

Feliz aniversário!!

Que Deus abençoe você e sua família!

SELMA





Por seu exemplo de convivência harmoniosa, quero lhes prestar pela passagem do seu aniversário, esta homenagem, desejando-lhe que as luzes do Espírito Santo ilumine todos os dias de sua vida.
Parabéns!!!
Conceição


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Regina “aproveita o Dia”

Todos nós sabemos que este é o segredo da felicidade, mas insistimos em nos distrair com qualquer outra coisa que não seja o agora, que não seja este instante... e assim, estamos todos morrendo de tédio e insatisfação. Tomara que você consiga ser uma daquelas pessoas raras que compreende que “a vida não é uma estação a se chegar, mas um modo de caminhar”.
Na incerteza do amanhã... aproveite o Hoje para ser feliz!
Parabéns, muitos anos de saúde, paz e felicidade. Que o Deus Criador ilumine sua vida.
Bom dia rosa.

IVA FARIAS

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FELIZ ANIVERSÁRIO

Nada como chegar nesta data e ver tudo que passou, e que vivemos, é muito bom saber que os anos vão, e a nossa amizade continua.
Pois olhamos para trás, e vemos tudo que passamos, tudo que superamos, tudo nos marca, e nos faz perceber que apesar dos erros e acertos do passo, aprendemos muito como tudo que fizemos e deixamos de fazer.
Que você caminhe sempre em busca do sucesso, alcançando um futuro amplo, e se aperfeiçoando, e preparando ainda mais.

Feliz Aniversário

TICO E EDINEIDE

quinta-feira, janeiro 03, 2008

PRANCHA 'O PRINCÍPIO CRIADOR - DEUS':

Nem a alma, princípio dos fenômenos da vida e do pensamento, nem a matéria, princípio dos fenômenos sensíveis, bastam para se explicar a si próprias. Por isso mesmo, ambas devem a sua existência a um outro ser. Conhecer este ser pré-existente, razão última de toda a existência, é conhecer a unidade absoluta a que chamamos Deus. A Teodiceia é a ciência que estuda a existência de Deus, única e exclusivamente à luz da razão. Ela se distingue da Teologia, que se ocupa de Deus com o auxílio da razão, esclarecida pela fé.Segundo a Teodiceia, Deus é o ser absoluto, existente por si mesmo e independente de qualquer outro ser; é o ser perfeito que contém em si a plenitude de todas as outras perfeições, o alfa e o ômega de toda a existência.A EXISTÊNCIA DE DEUSSerá necessário, e será possível demonstrar a existência de Deus? Duas classes de filósofos pretendem que esta verdade á absolutamente indemonstrável: uns por a considerarem demasiado evidente, e outros por achá-la demasiado elevada.Os ontologistas e os partidários da evidência imediata afirmam que, sendo Deus o ser primeiro, Ele é também a primeira de todas as verdades e o primeiro de todos os princípios. Assim sendo, a sua existência é evidente por si mesma e, como conseqüência, é impossível demonstrá-la.Segundo estes filósofos, Deus é a primeira verdade e o princípio de todo o ser existente. Por outro lado, à luz da razão, esta verdade necessita ser conhecida e racionalmente demonstrada. Esta demonstração, à luz da razão humana, inexiste para os positivistas, que afirmam que esta questão é racionalmente impossível, porque o ser que é objeto de hipótese ou de esperanças não pode ter uma certeza científica.Segundo Pascal, o ser humano é incapaz de conhecer o que é Deus e por isso não pode afirmar que ele existe. Por sua vez, Kant afirma que a existência de Deus é um postulado da lei moral, e o dever de observar esta lei nos obriga a crer na existência de Deus; mas não podemos demonstrar esta verdade.Para a grande maioria dos filósofos que viveram ao longo dos séculos, a razão humana tem, ao mesmo tempo, a necessidade e a possibilidade de demonstrar a existência de Deus.As provas da existência de Deus são de três tipos: provas físicas, morais e metafísicas. As provas físicas se baseiam na natureza. Pode-se considerar no mundo externo a sua existência real, os movimentos ou mudanças nele produzidos e também a ordem que nele existe. Daí se originam as três provas físicas da existência de Deus:
1. A prova baseada na existência do universo.2. A prova fundada no movimento, no primeiro motor.3. A prova originada na ordem do universo, ou prova das causas finais.
A EXISTÊNCIA DO UNIVERSO PROVA A EXISTÊNCIA DE DEUSO universo se compõe de seres que existem, mas que poderiam também não existir. Logo, estes seres não têm em si próprios a razão da sua existência. Se todo o ser existente tem a sua razão para existir, e se não a tem por si mesmo, tem-na em um outro ser do qual recebe a sua existência, Deus. Segundo os panteístas, este ser primeiro não é Deus; é o próprio universo, considerado como ser único, infinito, tão perfeito ou imperfeito como o é cada uma das suas partes, mas que possui o poder de se aperfeiçoar com toda a sua independência.Kant, o dekantado filósofo da Crítica da Razão Pura, refuta todas as provas físicas da existência de Deus, afirmando que nenhuma desta provas tem valor por não serem demonstráveis pela razão, mas tão somente são admissíveis como postulado da lei moral.Na realidade, o universo, no seu conjunto, é apenas uma soma de seres ordenados entre si, numa série continua ou circular, onde cada ser conseqüente tem as características do seu antecedente, mas todos são distintos uns dos outros e, como conseqüência, a sua existência exige uma causa primeira, distinta do próprio universo. E esta causa é Deus.O MOVIMENTO PROVA A EXISTÊNCIA DE DEUSO argumento do primeiro motor, formulado pela primeira vez por Anaxágoras (500-428 a.C), foi retomado por Platão no Livro das Leis, e foi desenvolvido por Aristóteles no XII Livro da sua Metafísica. Este argumento recebeu a sua forma perfeita e definitiva dos escolásticos, sobretudo de S.Tomás de Aquino.Segundo Aristóteles, o movimento, entendido no sentido mais geral e metafísico, pode ser definido como “a passagem da potência ao ato”. Sabe-se que é princípio básico que nada pode passar da inércia para a ação senão através de uma causa inicial: “A água, só se aquece pela ação do fogo, que possui a energia calórica”; do mesmo modo, “o ignorante só se torna sábio pelo ensino do que, ou de quem, está de posse da ciência”. E esta causa somente pode ser encontrada no ser que se move sem ser movido, Deus.O movimento físico, que é diferente do movimento metafísico, também constitui uma prova da existência de Deus. Se admitíssemos, como Descartes, a inércia absoluta da matéria, considerá-la totalmente passiva e somente capaz de transmitir um impulso recebido, ainda assim, como o movimento físico da matéria existe, ele provém do movimento metafísico, isto é, da ação da vontade, que por meio desta se reduz ao primeiro motor, Deus.A ORDEM DO UNIVERSO PROVA A EXISTÊNCIA DE DEUSEste argumento ou prova remonta à mais alta antiguidade. Podemos seguir-lhe os vestígios, desde Bossuet até Platão e Sócrates, que o recebeu de Anaxágoras. Deste último disse Aristóteles: “Quando um homem veio dizer que havia na natureza uma inteligência, causa da disposição e da ordem do universo, pareceu que só este homem tinha conservado a razão, no meio das loucuras de seus predecessores”. O próprio Irmão Voltaire levava este princípio em consideração:
L’univers m’embarrasse et je ne puis songerQue cette horloge existe et n’ait point d’horlogerO universo me intriga e eu me ponho a pensarComo existiria este relógio, se não existisse o relojoeiro?
E o próprio Kant, apesar das restrições que inicialmente fez a esta prova, no final admitiu-a como a mais antiga e clara das provas da existência de Deus. O fim de uma coisa é aquele para a qual essa coisa é feita. Assim, o fim dos relógios é indicar a hora, e o fim das facas é cortar. Antes de existir fisicamente, a finalidade dos relógios já existia na intenção do relojoeiro. O fim, a sua finalidade, é, portanto, a verdadeira causa da construção dos relógios.Assim, fica fácil de entender que toda a finalidade, toda a causa final, supõe uma inteligência que a conceba. É nisto que se baseia a prova das causas finais. A este respeito, Bossuet afirma: “tudo o que mostra ordem, proporções bem estabelecidas, meios próprios para obter determinados efeitos, mostra também uma intenção, um desígnio pré-concebido e, por conseqüência, uma causa inteligente”, Deus.Existem relações entre a estrutura e a função, entre a anatomia e a fisiologia, seja do globo ocular, seja do estômago, seja do fígado, etc. Isto exige o concurso regular e constante de uma infinidade condições, todas elas necessárias. A verificação destas condições deve ser vista como a pré-figuração do futuro: a célula-ovo contém um adulto com suas características já determinadas: e tanto a célula-ovo, como o seu desenvolvimento, são o resultado de forças puramente físicas, específicas e determinadas. Foi necessário que através das forças da natureza, e entre a multidão infinita de combinações possíveis, um delas chegasse a vingar, não uma só vez, mas constantemente, de modo a dar sempre aos elementos de um órgão de um ser vivo a disposição que permita o seu desenvolvimento posterior; mas este órgão contêm, de antemão, a função que virá a desempenhar.Esta disposição ou pré-ordenação constante, e a sua preparação para o futuro, é ininteligível, e não tem uma razão suficiente sem uma inteligência ordenadora. Neste caso, a finalidade é evidente, e o termo futuro é a causa de uma disposição anterior; é a causa final. Só a inteligência pode conceber de antemão a idéia do fim que deve ser atingido.A ordem do universo, por si só prova, contra os materialistas, a existência de uma inteligência superior, sapientíssima e ordenadora da matéria. Daí, poder-se dizer que a prova das causas finais é o complemento metafísico do qual se conclui, racionalmente, a existência de uma causa infinita, criadora, única, Deus.AS PROVAS MORAIS DA EXISTÊNCIA DE DEUSEstas provas, que são deduzidas da natureza moral do homem, são a prova social ou histórica, que se funda na universalidade da crença em Deus; a prova psicológica, que se baseia nas aspirações da razão humana, e a prova propriamente moral, deduzida da existência do dever.É uma realidade: a humanidade, no seu conjunto, admite com unanimidade a existência da divindade; esta unanimidade supõe a verdade do seu objeto: logo, Deus existe. A unanimidade é provada pela História das Religiões: em toda a parte encontramos a idéia de Deus, sem que seja possível verificar como ela se formou; esta fé em um Ser Supremo é o fundamento da religião dos povos primitivos. A Escola Evolucionista inglesa, a Escola Etnológica católica, afirmam esta verdade. Este deísmo se encontra em todas as civilizações históricas: China antiga, Assíria e Babilônia, raças semíticas, Fenícias, Egípcias, e Indo-Européias. Se das massas humanas, passamos ao escol intelectual, veremos que a esmagadora maioria dos inventores das ciências positivistas adoravam a Deus. Pesquisa feita no século XX mostrou que só 4% dos cientistas eram ateus, os demais 96% eram crentes em Deus.A universalidade da crença em Deus mostra a alma humana em sua busca da verdade, tentando apreender o que está encoberto sob as aparências, isto é, mostra a sua busca pela razão última das coisas, Deus. É uma realidade a tendência constante do homem para o infinito, com todas as forças de sua alma. É o amor do Ser Supremo, que nos é tão íntimo como a nós mesmos. A presença em todo o ser humano desta profunda aspiração é a prova psicológica da existência do Grande Geômetra, Deus.A obrigação moral é uma realidade. Não somos moralmente livres para fazer ou deixar de fazer qualquer coisa. O bem moral e a ordem moral, impõem-se como prioritários; só depois disso se apresenta a razão, para comprovar e sancionar determinada ação. Estamos todos submetidos a uma lei moral, que nos é imposta pela nossa vontade, e que não podemos abolir ou mudar. A essência da Moral consiste em preferir tudo o que é nobre, elevado e racional. A Moral estabelece a natureza e as conseqüências do Dever. Por estar sujeito à Lei do Dever, o ser humano é um ser Moral.Cícero, orador e escritor romano, escreveu há mais de 2.000 anos: “A Moral é uma Lei comum a todos os homens. Ela é racional, impõe-nos a virtude e nos proíbe a injustiça. É uma Lei que não pode ser impunemente transgredida ou modificada. Nem o povo, nem os legisladores, nem os magistrados têm o poder de isentar das obrigações que ela nos impõe”.Esta prova, fundamentada no dever é, juntamente com a prova das causas finais, a que mais impressionou Kant.PROVAS METAFÍSICAS DA EXISTÊNCIA DE DEUSEstas provas vêm diretamente do raciocínio lógico, sem nenhum recurso à experiência. São elas: a prova ontológica, pela análise da idéia de perfeito; a prova cartesiana, pela origem da idéia de perfeito.A prova ontológica é célebre na história da filosofia, pelas discussões a que deu origem. Esboçou-a S. Agostinho, porém foi S. Anselmo (1033-1109) que lhe deu a sua forma rigorosa. S. Anselmo começa a sua obra pelas palavras da Escritura: Não há Deus. E empenha-se em provar que negar a existência de Deus é uma loucura e contra-facção revoltante.Todo o homem possui a idéia de um ser tão perfeito que não pode conceber outro melhor. Este ser existe, este ser é perfeito, este ser é Deus. Descartes disse: “Deus é o ser que possui todas as perfeições; a existência é perfeição; portanto, Deus existe”. Em vão Leibniz e Kant tentaram anular esta prova. Só conseguiram mostrar, mais uma vez, que o argumento ontológico é ineficaz para provar a existência real e concreta de Deus.Eu duvido, diz Descartes; ora, duvidar é imperfeição, porque é muito melhor chegar à certeza sem passar pelo estado de dúvida. Portanto, sou um ser imperfeito. Mas, a idéia de imperfeito supõe também a idéia de perfeito, de que é a negação; isto porque, em todas as coisas, só se concebe a negação pela afirmação, - a obscuridade pela luz, a morte pela vida, a ignorância pela ciência, etc. Deste modo, diz Descartes, a idéia da imperfeição foi introduzida em mim por um ser realmente perfeito, Portanto, Deus existe. Relanceando a vista sobre as provas concludentes da existência de Deus, verifica-se:
a) Que todas são a posteriori, isto é, todas partem da observação: existência do ser contingente, existência do movimento e da ordem, nas provas físicas; existência da crença unânime, da tendência irresistível, da obrigação indeclinável, nas provas morais;b) Que todas as provas se estribam no princípio da razão suficiente; porque se limitam a estabelecer que estes fatos de ordens tão diversas não têm, nem podem ter razão de ser senão em Deus e por Deus.
Estas provas estão intimamente relacionadas entre si, completam-se umas às outras, e cada uma delas revela-nos Deus sob um aspecto diferente. Consideradas em si, as provas físicas levam à conclusão de que existe um Ser Supremo, distinto do universo, causa eficiente, matriz e ordenadora do universo visível.Quanto a se saber se este Ser tão poderoso e tão inteligente é eterno, infinito, perfeito e absoluto, a resposta é totalmente positiva. Será este um ser moral, Será Deus justo e bom, em que a humanidade espera? A prova moral suprime esta última incerteza. A dificuldade de alguns em aceitar a existência de Deus reside em que nada há de absoluto em nosso conhecimento da criação, do mesmo modo que nada há de absoluto em nossa idéia sobre o Criador.Não é necessário se perder no labirinto do desconhecido para chegar à certeza da existência de Deus. Nada de sistemas! A mais absoluta independência deve estar sempre presente na busca da verdade. O esforço do homem para conhecer o absoluto deve estar baseado no teísmo ontológico, o teísmo racional. O teísmo é a filosofia da busca da verdade, da busca de Deus. A razão do homem, em seu inevitável desenvolvimento e em seu divino amor pela liberdade, derruba todas as barreiras e se liberta dos obstáculos e dos conceitos preconcebidos. Kant, na Crítica da Razão Pura, demonstrou que o homem está invencivelmente disposto a julgar reais os objetos de sua crença, ao passo que esses objetos são puramente subjetivos. Hegel adotou a grande máxima apregoada por Protágoras, que diz que “o homem é a medida de todas as coisas”, e ensinou que o Universo marcha para a perfeição. Esta tendência ao progresso não é explicada sem a existência de um pensamento diretor.A escola que se intitula positivista, pela primeira vez resolveu o problema de construir uma religião atéia. Este sistema não deixou de adorar a um Deus. Este Deus é a humanidade, e Aguste Comte é o seu profeta. Em seus fundamentos, o positivismo/materialismo apregoa que “no princípio era o átomo, e o átomo existia por si mesmo, e o átomo é o primeiro gerador do universo”. Segundo os materialistas, Deus é tolice e é fraqueza: Deus é hipocrisia e é mentira; Deus é tirania e miséria; Deus é o mal. Em vez de chamar Deus à direção das forças que regem o universo, os materialistas ateus atribuem a inteligência Suprema à própria matéria.São estes os que, em 1877, criaram a Summa Divisio na Maçonaria, ao retirar da Constituição e dos Rituais do Grande Oriente de França todas as referências a Deus, o Supremo Arquiteto do Universo. O primeiro dos cinco Princípios Fundamentais da nossa Ordem proclama a existência de um Princípio Criador, sob a denominação de Grande Arquiteto do Universo. Sábios foram os nossos antigos Mestres ao proclamarem este Princípio.Por isso mesmo, o estudo de Deus e da Verdade, deve constituir um dos deveres do Maçom. Sem o estudo deste tema transcendental, o maçom se arrisca a bloquear o seu aperfeiçoamento moral e espiritual. Elifas Levi disse em sua Historia da Magia que “o sábio apóia-se no temor do verdadeiro Deus, enquanto que o insensato é esmagado pelo medo de um falso deus, feito à sua imagem”. Deus é a Luz. Caminhemos para ela.

sábado, dezembro 22, 2007

terça-feira, dezembro 11, 2007

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Loja de Perfeição 30 de Setembro

Neste último sábado, 1 de dezembro, foi realizada a sessão magna de iniciação e elevação, nos graus filosóficos da Loja de Perfeição 30 de Setembro. Para iniciação no grau 4 foram investidos vários irmãos em especial o irmão Amaral Perreira, para elevação ao gau 9 os irmãos: Ocelino Moreira, Geraldo Menezes, Neto Menezes, Geruciano Rodrigues, Gilmar Gurgel, Genilson Gurgel, George Gurgel, Zeca Souza, Gilvan Alves e Josivan Alves, além da presença do Ir.: Antonio Ferreira (grau 14) que prestigiou nossa comitiva, uma sessão belíssima que marcou logo após as cerimônias foi realizado um jantar de confraternização com os obreiros da Loja de Perfeição.





Irmão Amaral ao centro


sábado, dezembro 01, 2007

Posse na Assembléia

Nesta sexta feira 30 de novembro foram empossados como Deputado e Deputado Adjunto, da Loja Vale do Apodi na Poderosa Assembléia Legislativa Maçônica do GOIERN, os irmãos George Gurgel e Batista Araújo respectivamente para o restante do mandato que segue até 2009, a vaga foi criada pela cassação do mandato do Ir. Antonio Eluciano que ocupava o posto em caráter emergencial. Desejamos sucesso aos nossos nobres ir. recém-empossados certos de que serão verdadeiros e dignos´representante de nossa loja.